Escala 6×1: Flávio Bolsonaro rebate Lula e cobra foco na economia

Flávio rebate Lula sobre escala 6×1: ‘Nada vai adiantar se todos estiverem endividados’

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, respondeu nesta quarta-feira, 7, às pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que declare apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa encerrar a escala 6×1. O político argumentou que, embora apoie o descanso para o funcionalismo, é fundamental proteger os postos de trabalho e o poder de compra da população.

Reunião política e o desafio do Palácio do Planalto

A declaração foi dada após um encontro com líderes da federação composta por União Brasil e PP, que oficializaram aliança com a campanha no segundo turno. No dia anterior, Lula havia desafiado o opositor a definir o voto da bancada do PL sobre a matéria.

“É óbvio que eu sou a favor de que o trabalhador tenha um tempo de folga, para almoçar com a sua família, ir à praia no final de semana, viajar”, declarou o candidato. “Só que nada disso vai adiantar se estiver todo mundo endividado ou desempregado. Tem que ter responsabilidade.”

Críticas à condução econômica do governo federal

Para o representante do PL, o Executivo tenta apressar a pauta por motivações estritamente eleitorais. Ele defendeu que a prioridade deveria ser a queda nos encargos trabalhistas e o incremento da renda líquida.

“Se ele estivesse pensando no trabalhador, já tinha reduzido a carga tributária sobre a folha de pagamento, para o trabalhador ficar com seu dinheiro”, pontuou. O presidenciável ainda apontou falhas na política fiscal e de juros da gestão atual, mencionando que a população enfrenta forte endividamento.

Até o momento, a legenda não definiu oficialmente qual será a orientação de voto para a PEC, cuja discussão central teve início na CCJ do Senado em 2 de setembro. O partido planeja debater internamente o posicionamento estratégico frente ao avanço do texto.

Tramitação no Congresso Nacional

O plenário iniciou os debates sobre o tema na última terça-feira. Antes de passar pelo primeiro turno de votação, o projeto precisa obrigatoriamente cumprir cinco sessões de discussão, rito que deve se estender até a próxima semana.

O comando do Senado articula para que a votação inicial ocorra na quinta-feira, dia 15. Caso seja aprovada, a matéria precisará passar por mais cinco sessões de debates antes de encarar o segundo turno no parlamento.

Como contraponto à proposta original, a campanha do PL apoia uma alternativa elaborada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). A sugestão propõe uma jornada de trabalho flexível, baseada em pagamento por hora e acordos diretos entre patrões e empregados.