A legenda Novo oficializou nesta quarta-feira (7) o seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026.
Aliança formalizada em Brasília
A oficialização ocorreu após uma reunião entre a liderança partidária e o candidato no comitê de campanha localizado na capital federal. O presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, destacou que a aliança tem como propósitos centrais afastar o PT do governo e confrontar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro contou com a presença de figuras expressivas da legenda, incluindo os parlamentares Deltan Dallagnol e Marcel Van Hattem. Atualmente, a sigla conta com bancada expressiva no Congresso, tendo assegurado 10 deputados federais, 15 estaduais e três senadores no pleito recente.
Posicionamento de Romeu Zema
A decisão da sigla acontece logo após o pronunciamento do ex-governador mineiro Romeu Zema, que também declarou voto no candidato do PL. O político de Minas Gerais terminou a primeira etapa da disputa na sexta posição, somando 326.488 votos, o equivalente a 0,27% dos válidos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. Rejeitando a neutralidade, o ex-gestor afirmou que sua escolha é contrária ao atual governo federal e visa barrar novas nomeações para a Suprema Corte por parte da gestão petista.
Cenário da disputa presidencial
Em resposta, Flávio Bolsonaro externou gratidão pelo endosso e avaliou que o momento exige coesão por transformações na administração pública federal. Para o candidato, a polarização atual transcende o espectro tradicional entre esquerda e direita, dividindo-se entre defensores e opositores de mudanças estruturais.
Na primeira etapa do pleito, o representante do PL acumulou mais de 56 milhões de sufrágios (47,03%), credenciando-se para o embate decisivo contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 53,8 milhões de votos (45,15%).
Outros concorrentes também definiram seus posicionamentos para a reta final. Enquanto os candidatos que ficaram na terceira e quarta colocações, Augusto Cury e Renan Santos, optaram pela neutralidade, o quinto colocado Ronaldo Caiado declarou voto no candidato do PL, que já acumulava o reforço da federação composta por PP e União Brasil.
A votação definitiva que definirá o próximo chefe do Executivo nacional está agendada para o dia 25 de outubro.




















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