Marinho cobra STF em reunião com Fachin: “Ninguém está acima da lei”

Depois de encontro com Fachin, Marinho diz que ‘ninguém está acima da lei’

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), reuniu-se nesta terça-feira, 6, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na capital federal, para cobrar maior rigor institucional e afirmar que nenhuma autoridade está imune à legislação brasileira.

Cobrança por responsabilização no Senado

Em entrevista coletiva concedida após o encontro na sede da Corte, o parlamentar destacou que advertiu o ministro sobre a necessidade de o Senado agir contra eventuais crimes de responsabilidade cometidos por integrantes do Supremo, postura que, segundo ele, tem sido negligenciada pela Casa legislativa.

O senador pontuou que o PL alcançou 28 cadeiras e formará a maior bancada da Casa, o que dará maior peso político às demandas do partido. De acordo com o político potiguar, a exigência de cumprimento da Constituição não tem motivação revanchista, mas busca restabelecer a imparcialidade e o respeito às regras democráticas.

Críticas à atuação do STF na Justiça Eleitoral

Durante a conversa com Fachin, o representante da oposição mencionou nominalmente os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, apontando o que classificou como interferências contínuas da Suprema Corte na Justiça Eleitoral, com reflexos em estados como Rio de Janeiro e Roraima.

O parlamentar argumentou que decisões recentes geraram anomalias institucionais, como a quebra na cadeia sucessória do governo fluminense. Para o senador, a exceção jurídica tem se tornado regra, exigindo o retorno estrito aos ditames constitucionais.

Posicionamento sobre Jair Bolsonaro e investigações

Questionado a respeito de um eventual diálogo com Flávio Dino e Alexandre de Moraes, o senador sinalizou que não descarta conversas, mas preferiu adiar qualquer tratativa para o período posterior às eleições, apontando um suposto viés político na atuação de ambos.

O parlamentar também saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando sua condenação como injusta e apontando supostas falhas na cadeia de custódia das provas. Além disso, qualificou como desproporcional a sentença aplicada a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”.