Os ativos brasileiros sofreram forte pressão negativa no início da tarde desta quinta-feira, influenciados diretamente pela escalada global da aversão ao risco e pela disparada abrupta nos preços do petróleo no mercado internacional.
Impacto das commodities e do câmbio
Por volta das 12h25, o barril de petróleo tipo Brent para dezembro registrava um salto de 3,85%, cotado a US$ 101,80, enquanto o WTI avançava 2,52%, a US$ 92,70. Esse movimento foi impulsionado pelo temor de restrições nas exportações de diesel dos Estados Unidos — após pressões de Washington sobre Alemanha e França para utilizarem estoques emergenciais —, somado aos riscos contínuos do conflito no Oriente Médio. Como reflexo, investidores buscaram refúgio em ativos seguros, elevando o índice DXY em 0,44%, aos 101,902 pontos.
Repercussão nos mercados nacionais
No cenário interno, o dólar à vista apresentou forte alta de 0,89%, alcançando R$ 5,2202. Em sentido oposto, o Ibovespa recuou 0,56%, operando aos 185.295 pontos. A cautela externa contaminou integralmente a bolsa brasileira e a curva de câmbio.
Curva de juros e leilão do Tesouro
O mercado de renda fixa também sentiu os reflexos do cenário adverso. A taxa do contrato de DI para janeiro de 2031 subiu de 13,945% para 14,025%, tendo atingido uma máxima intradiária de 14,08%.
Analistas apontam que a alta nos juros futuros pode ter sido potencializada por dificuldades no leilão de títulos prefixados realizado pelo Tesouro Nacional, que encontrou resistência para comercializar os lotes oferecidos, especialmente os papéis de prazos mais longos.
A combinação de fatores geopolíticos externos e desafios na demanda por títulos públicos reforça o ambiente de volatilidade para a economia nacional no curto prazo.




















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