BNDES investe R$ 72 mi para levar 4G e 5G a periferias

BNDES aprova R$ 72,9 mi para melhorar sinal de celular em favelas e periferias

Moradores de 131 localidades periféricas em oito estados brasileiros serão beneficiados por um novo pacote de investimentos voltado à melhoria da conectividade móvel. O projeto, viabilizado por meio de um financiamento de R$ 72,9 milhões aprovado pelo BNDES, tem como meta principal expandir a cobertura de redes 4G e 5G em regiões vulneráveis, incluindo 13 favelas.

Expansão da rede móvel A execução do projeto ficará a cargo da empresa de infraestrutura Highline, que planeja erguer 120 novas torres de transmissão e implementar dezenas de equipamentos adicionais. Com essa estrutura, o objetivo é desafogar o tráfego de dados, diminuir quedas de sinal e assegurar navegação simultânea de alta qualidade para a população dessas áreas.

Estados contemplados O aporte financeiro tem origem no Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), gerido diretamente pelo Ministério das Comunicações. Os recursos serão aplicados em projetos de melhoria tecnológica nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia.

Prioridade em áreas vulneráveis A seleção das regiões seguiu critérios rigorosos estabelecidos pelo Conselho Gestor do Fust, focando em territórios que sofrem com escassez crônica de sinal telefônico e internet móvel. Além das torres, o plano contempla a instalação de 94 equipamentos específicos para otimizar o fluxo de dados e voz nas redes modernas.

Investimento contínuo em telecomunicações Esta iniciativa marca a segunda parceria estratégica entre a empresa de telecomunicações e a instituição financeira utilizando verbas do Fust. No ano anterior, a mesma companhia já havia captado R$ 65 milhões com o mesmo propósito de llevar conectividade a locais desassistidos.

Inclusão digital e renda Fundado no ano 2000, o Fust busca justamente suprir falhas de mercado, garantindo comunicação em zonas de baixa renda e locais remotos. O Ministério das Comunicações reforça que a ampliação da inclusão digital abre portas para novas frentes de estudo, trabalho remoto e movimentação da economia local.