Bolsas europeias sobem hoje, mas fecham semana em baixa

Bolsas avançam na Europa com recuo dos juros e do petróleo, mas caem na semana

As principais bolsas de valores da Europa registraram alta nesta sexta-feira (2), impulsionadas por uma melhora na confiança dos mercados após a retração nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos da dívida pública. Na véspera, os negócios haviam sido penalizados pela aversão ao risco, intensificada principalmente após o novo orçamento da França gerar turbulências no mercado de títulos públicos.

Desempenho dos principais índices europeus

No encerramento do pregão, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,69%, alcançando 630,95 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,32% aos 10.461,95 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt registrou ganho de 1,17%, fechando em 25.231,20 pontos. Já o CAC 40 de Paris teve valorização de 0,79%, terminando aos 7.897,19 pontos. Apesar da recuperação diária, o balanço semanal foi negativo, com quedas acumuladas de 1,21%, 0,70%, 2,18% e 2,24%, respectivamente, para cada um dos índices.

Setores em destaque e o alívio na energia

Dentro da composição do Stoxx 600, o segmento de tecnologia liderou os ganhos com salto de 2,63%, acompanhando o apetite ao risco e o tom positivo observado em Wall Street. A mineração também se destacou com avanço de 2,02%. Em contrapartida, as ações de bancos cederam 0,25% e o setor automotivo recuou 0,19%.

O fôlego positivo de hoje veio após o tombo da sessão anterior, encontrando sustentação no recuo das taxas de juros na região e na desaceleração das cotações do petróleo. O movimento foi motivado pelo anúncio da União Europeia (UE) sobre a liberação de reservas estratégicas de diesel e óleo bruto, o que diminuiu as apreensões quanto ao abastecimento energético. Ao término da sessão, o barril do Brent, referência global, era cotado a US$ 101,20, apresentando baixa de 1,06%.

Inflação e cenário macroeconômico

No campo econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro avançou para 3,8% em setembro na comparação anual, atingindo o patamar mais elevado em três anos devido à escalada energética. A economia europeia mantém alta vulnerabilidade às tensões no Oriente Médio devido à forte dependência de combustíveis importados. O dado oficial superou a projeção mediana de 3,6% calculada por especialistas consultados pela imprensa internacional.