Conta de luz sem taxa extra: outubro tem bandeira verde

Conta de luz terá bandeira verde em outubro

O consumidor brasileiro finalmente terá alívio na fatura de energia elétrica no próximo mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica estabeleceu a bandeira verde para o mês de outubro, eliminando qualquer cobrança extra após cinco meses consecutivos de tarifas adicionais.

Fim da cobrança amarela na energia

A alteração tarifária coloca fim a um período de quatro meses sob a vigência da bandeira amarela, que vigorava desde maio devido à estiagem típica da transição entre a temporada de chuvas e a época seca, estendendo-se por todo o mês de setembro. Entre os meses de janeiro e abril, o país já havia registrado condições favoráveis na geração de eletricidade.

Com a nova determinação da agência reguladora, os cidadãos ficam isentos da taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, valor que era repassado aos consumidores durante o período de alerta amarelo.

Recuperação dos reservatórios hidrelétricos

O principal motivo para o recuo na tarifa foi o incremento no volume de chuvas registrado nas regiões Sul e Sudeste. Essa precipitação atípica para o período de transição ajudou a reestabelecer os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas nacionais.

Graças à maior capacidade de produção de energia pelas hidrelétricas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico pôde reduzir a dependência das usinas termelétricas. Como a geração térmica demanda combustíveis mais caros, a queda no seu acionamento gerou economia suficiente para viabilizar a tarifa mínima.

O funcionamento do sistema de bandeiras

Implementado pelo órgão regulador em 2015, o modelo de bandeiras tarifárias tem o objetivo de dar transparência aos custos reais da produção energética no Brasil, indicando mês a mês se a geração está mais barata ou mais cara.

O sistema de sinalização funciona com diferentes faixas de custo: a bandeira verde indica cenário favorável sem acréscimo; a amarela cobra R$ 1,885 a cada 100 kWh por condições menos favoráveis; a vermelha patamar 1 adiciona R$ 4,463 por 100 kWh; e a vermelha patamar 2 representa o cenário mais custoso, com taxa de R$ 7,877 para o mesmo consumo.