Casamento do filho de Moraes reúne cúpula do STF em SP

Casamento de filho de Moraes atrai cúpula do STF sob forte aparato policial em SP

A celebração matrimonial do advogado Alexandre Barci de Moraes mobilizou um expressivo esquema de segurança com agentes das polícias Civil, Militar e Judiciária na zona oeste de São Paulo. O evento ocorreu neste sábado, 26, no bairro Cidade Jardim, e reuniu figuras de destaque do poder judiciário nacional.

Esquema de segurança e local da festa

Para garantir a logística e a proteção do evento, os organizadores realizaram o fechamento da ciclovia localizada às margens do Rio Pinheiros ainda na véspera. A recepção aconteceu na Casa Fasano, espaço cujo custo de aluguel é estimado em valores entre R$ 60 mil e R$ 200 mil.

Presença de autoridades e veículos oficiais

O fluxo de convidados contou com a chegada de automóveis oficiais equipados com placas do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) logo no início da tarde. Entre os nomes presentes na celebração estavam os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, ambos integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Contrato milionário e repercussão jurídica

O noivo atua no escritório Barci de Moraes, banca jurídica liderada pela esposa do ministro Alexandre de Moraes. Em janeiro de 2024, o escritório firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, instituição financeira comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O acordo prevê a prestação de serviços de consultoria, implantação de programas de integridade e atuação em defesas jurídicas administrativas e policiais.

Julgamento no Supremo Tribunal Federal

A relação entre a banca e a instituição financeira tem gerado debates no cenário político e jurídico. Recentemente, em 15 de setembro, o plenário da mais alta corte do país avaliou um requerimento para a abertura de investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e suas supostas conexões com o antigo proprietário do banco.

A sessão acabou sendo interrompida após um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino. Na ocasião, a votação parcial do plenário registrou um placar desfavorável à análise conjunta das petições relacionadas ao caso, totalizando quatro votos contra três.