Bitcoin dispara e atinge maior patamar em oito meses

Bitcoin dispara, volta a US$ 86 mil e renova máxima de oito meses

O mercado de criptomoedas voltou a registrar forte valorização nos últimos dias, com o bitcoin superando a barreira de US$ 86 mil e alcançando o seu maior patamar desde janeiro. Essa retomada foi impulsionada pela melhora global no apetite ao risco e por notícias regulatórias nos Estados Unidos, após um período prolongado de forte pressão vendedora.

Cenário regulatório e liquidações em massa Na frente legislativa, o Senado norte-americano encontrou dificuldades para aprovar o Clarity Act, projeto que visa criar diretrizes claras para os ativos digitais. No entanto, logo em seguida, a SEC abriu espaço para a negociação de ações tokenizadas nos EUA sob uma isenção regulatória de cinco anos, gerando otimismo na indústria.

Com o avanço das cotações, o mercado testemunhou um intenso processo de short squeeze. Cerca de US$ 648 milhões em posições vendidas foram liquidadas em todo o ecossistema cripto, sendo US$ 278 milhões apenas em contratos de bitcoin.

Fluxo institucional e grandes tesourarias Os fundos negociados em bolsa baseados em bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram entradas líquidas expressivas de US$ 433 milhões na última sexta-feira, após contabilizarem US$ 159 milhões no dia anterior. Especialistas apontam que esses veículos são o principal termômetro do apetite dos investidores institucionais pela criptomoeda.

A onda de compras também foi alimentada por grandes companhias de capital aberto. A Strategy anunciou a aquisição de mais 950 unidades por US$ 75,7 milhões, acumulando agora um total de 846 mil bitcoins em sua tesouraria. No mesmo sentido, a Strive revelou a compra de outras 1.355 unidades para o seu caixa.

Ambiente macroeconômico favorável Fatores externos ajudaram a sustentar o movimento positivo. Os contratos de petróleo recuaram pela quarta sessão consecutiva com perspectivas de negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, o que arrefeceu temores inflacionários e de alta de juros. Paralelamente, o índice Nasdaq subiu 2,3%, registrando seu melhor desempenho diário desde o mês de agosto.

Apesar do otimismo recente, analistas alertam que a alta expressiva não garante, por si só, o início de um novo ciclo prolongado de valorização. Especialistas comparam o momento atual aos respiros observados após as fortes correções de 2019 e 2022, quando os preços costumavam passar por longas fases de estabilização antes de firmarem uma nova tendência definitiva.