Chevron usa novos dados sísmicos na Foz do Amazonas

Chevron aposta em novos dados sísmicos para avaliar blocos na Foz do Amazonas

A exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial brasileira acaba de ganhar um novo impulso com a aposta da gigante norte-americana Chevron em avançadas tecnologias de mapeamento sísmico na Bacia da Foz do Rio Amazonas.

Nova tecnologia sísmica no Amapá

As companhias SLB e Shearwater GeoServices preparam o início de um mapeamento tridimensional em águas ultraprofundas do Amapá. O objetivo central é mensurar com maior precisão as reservas de hidrocarbonetos nessa promissora fronteira exploratória nacional.

Expectativa elevada com a Margem Equatorial

O anúncio da pesquisa geofísica foi feito pelo vice-presidente global de exploração da Chevron, Kevin McLachlan, durante o congresso ROG.e. O executivo demonstrou grande otimismo com o uso de modernos cabos sísmicos, conhecidos como streamers, para decodificar a geologia local.

A região tem despertado enorme interesse da indústria após a Petrobras confirmar a descoberta de óleo de altíssima qualidade nas proximidades. A nova varredura ocorrerá a cerca de 130 km de distância do poço perfurado pela estatal brasileira.

Investimentos e blocos arrematados

Os dados coletados servirão para embasar aportes financeiros futuros com maior segurança técnica e mitigação de riscos. O projeto conjunto foi detalhado pelas empresas envolvidas em comunicado oficial emitido em setembro.

O interesse na área ficou evidente no leilão promovido pelo governo brasileiro no ano passado, quando petroleiras estrangeiras e nacionais disputaram concessões na nova fronteira energética, que também é alvo de debates sobre sensibilidade ambiental.

Na ocasião, grandes consórcios liderados por Petrobras e Exxon Mobil asseguraram dez blocos marítimos. Em paralelo, um grupo encabeçado pela Chevron, com a participação da estatal chinesa CNPC, arrematou outros nove blocos na mesma bacia sedimentar.