A Petrobras está intensificando a busca por novas reservas de óleo e gás para suprir a futura queda na produção do pré-sal, cuja fase de pico é projetada para o ano de 2035. A informação foi destacada pela presidente da estatal durante um evento corporativo recente.
Novas fronteiras exploratórias
Para garantir a reposição energética, a companhia tem voltado suas atenções para a Bacia da Foz do Amazonas. A chefe da estatal ressaltou que o primeiro poço perfurado na região revelou uma descoberta significativa de petróleo leve, considerado de alto valor de mercado, o que valoriza todo o entorno exploratório.
Estratégia internacional e refino
Além das apostas em território nacional, a petroleira mantém o foco em oportunidades no exterior. A gestão avalia ativos na África e conduz negociações estratégicas com o governo do México visando a exploração na porção mexicana do Golfo do México. No entanto, o grosso dos aportes financeiros de curto prazo continuará direcionado à atividade de exploração e produção, bem como à modernização e ampliação do parque de refino.
Gestão de ativos maduros e marginais
Em relação aos chamados campos marginals — áreas de menor escala comercial —, a empresa estuda modelos de desinvestimento ou cessão de direitos operacionais. O argumento é que a estrutura de uma companhia do porte da estatal não se adequa à administração eficiente desse tipo de ativo específico.
Por outro lado, a situação é distinta nos campos maduros, a exemplo da tradicional Bacia de Campos. Nessas áreas consolidadas, a estratégia exigirá injeção de capital com foco em eficiência de custos e maior dedicação operacional para prolongar a vida útil da produção.




















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