O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou neste domingo que o país aceita suspender as investidas contra refinarias de petróleo russas, desde que Moscou interrompa simultaneamente os bombardeios à infraestrutura energética ucraniana.
Exigência de Donald Trump
A manifestação ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, cobrar de Kiev o fim unilateral dessas ofensivas. No sábado, Trump culpou os ataques ucranianos pela disparada nos preços do diesel nos Estados Unidos e sugeriu que a Ucrânia deveria trocar de liderança por perder chances de acordo.
A alta nos combustíveis, impulsionada pelo conflito envolvendo o Irã em fevereiro, transformou-se em um desafio político para o Partido Republicano perto das eleições de meio de mandato, ameaçando a maioria no Congresso.
Garantias e repercussão internacional
Zelensky reforçou que qualquer entendimento exige desescalada mútua e “garantias reais”. Segundo o líder ucraniano, a origem da guerra é exclusivamente russa e Vladimir Putin é quem evita o fim dos ataques energéticos.
O mandatário ucraniano também criticou um acordo de fornecimento de diesel articulado por Trump com a Rússia, apontando que a medida fortalece Moscou. Especialistas e legisladores americanos, como o deputado republicano Don Bacon, também questionaram o pacto, defendendo novas sanções em vez de flexibilizações.
Reação em Kiev
Entre os cidadãos ucranianos, a cobrança de Trump gerou revolta. Moradores de Kiev rejeitaram a interferência externa na liderança do país, lembrando que a realização de eleições é inviável devido à lei marcial em vigor. A população classificou a postura de Washington como uma traição aos aliados locais.




















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