O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou, em sessão realizada nesta quinta-feira (8), a apreciação do recurso que discute a validade do registro de Deltan Dallagnol (Novo) como candidato ao Senado pelo estado do Paraná. O tema estava programado para ser votado no plenário, mas acabou ficando de fora da discussão final.
O impacto do caso Garotinho na pauta
A mudança no cronograma ocorreu em virtude do tempo dedicado ao julgamento da situação eleitoral de Anthony Garotinho (Republicanos), que disputou o governo do Rio de Janeiro. A discussão sobre a contagem dos votos do político fluminense consumiu a maior parte da sessão, resultando em maioria pela anulação dos sufrágios obtidos por ele no primeiro turno.
Logo após a conclusão desse debate, o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, comunicou que os itens restantes da pauta precisariam ser remarcados. Segundo o magistrado, todos os casos pendentes serão incluídos em pautas futuras em data oportuna.
A votação expressiva no Paraná
Nas urnas, Deltan conquistou aproximadamente 2,9 milhões de sufrágios, consolidando-se como o segundo concorrente mais votado na disputa pela vaga paranaense no Senado, o equivalente a 25,14% dos votos válidos. Contudo, a oficialização desse resultado depende integralmente da palavra final da justiça eleitoral.
O recurso em questão contesta o aval concedido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) à candidatura. O pedido judicial exige a rejeição do registro e a invalidação dos votos destinados à chapa, tendo o ministro Floriano de Azevedo Marques como o relator responsável pelo processo.
Histórico de decisões e próximos passos
Em setembro, a corte regional havia validado a participação do ex-procurador na disputa por maioria de votos. No entanto, na véspera do pleito, o relator havia votado contrariamente ao registro e determinado a anulação dos sufrágios. Dias depois, Nunes Marques reverteu temporariamente essa decisão individual, permitindo que os votos fossem contabilizados até que o plenário emitisse um veredito colegiado.
Com o novo adiamento, a situação política permanece indefinida. Caso o tribunal valide o registro, os votos do político serão confirmados oficialmente. Se a maioria optar pela rejeição da candidatura, os impactos podem alterar o cenário da representação paranaense no Congresso Nacional.
















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