O mercado de apostas esportivas no Brasil se posicionou firmemente contra a intenção do governo federal de banir as atividades das chamadas bets no país. O anúncio oficial da proibição, articulado pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou forte reação entre operadoras e associações do setor, que classificam a medida como abrupta e com motivação eleitoral, já que ocorre na reta final do pleito.
Manifesto do setor contra a medida provisória
Em um documento conjunto intitulado “Nós Apostamos no Brasil”, oito organizações representativas da indústria criticaram a insegurança jurídica gerada pela mudança repentina de rumo. O texto lembra que o próprio governo federal havia estabelecido as regras do mercado por meio de legislação específica sancionada em 2023, atraindo investimentos milionários em tecnologia, cumprimento de normas e pagamento de tributos ao Estado.
As empresas signatárias apontam que a interrupção súbita das atividades trará prejuízos imensos, incluindo demissões em massa, corte de patrocínios no esporte e forte queda na arrecadação de impostos.
Riscos do mercado ilegal e desproteção
Outro ponto central levantado pelas associações é a falácia de que a proibição acabará com a prática. Segundo o manifesto, o desejo por apostas não deixará de existir, fazendo com que os consumidores migrem em massa para plataformas clandestinas.
Dessa forma, o Estado perderia a capacidade de fiscalização, deixando o consumidor vulnerável sem ferramentas de controle de CPF, bloqueio de beneficiários de programas sociais, mecanismos de autoexclusão e barreiras para o acesso de menores de idade.
Chamado ao diálogo e entidades signatárias
Por fim, o setor defende que a solução para os problemas associados aos jogos não é a extinção do mercado regulado, mas sim o endurecimento das regras de publicidade, a proteção de públicos vulneráveis e o combate implacável aos operadores ilegais. O manifesto é assinado por nove entidades de peso, incluindo ANJL, IBJR, ABC-Bet, ABFS, Abrajogo, Aigaming, AMIG, IJL e Sindibets, que pedem serenidade ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo.
















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