O ex-governador e candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), apontou nesta quinta-feira (17) que a polarização política no Brasil tem prejudicado a escolha consciente do eleitorado, frequentemente guiada por sentimentos de raiva em vez de propostas concretas.
O impacto das redes sociais e do bolsonarismo
Durante entrevista concedida à Rádio Metropole, o petista avaliou que o cenário político nacional permanece fracionado e negativo desde o impeachment de Dilma Rousseff. Para ele, as plataformas digitais intensificaram o isolamento dos cidadãos em bolhas ideológicas.
O político classificou o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro como uma estrutura semelhante a uma seita, na qual fatos e documentos oficiais seriam sistematicamente rejeitados em favor de reações irracionais baseadas no ódio aos divergentes.
Eleições nacionais e o balanço de políticas públicas
Ao analisar o cenário da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, Rui Costa ponderou que o público disposto ao diálogo é restrito. Contudo, demonstrou confiança na vitória do atual presidente, justificando sua projeção na expectativa de que a razão supere a irracionalidade coletiva.
O candidato também enfatizou a necessidade de afastar a emoção na hora do voto, priorizando os efeitos práticos das ações governamentais na rotina familiar. Relatando sua experiência na Casa Civil, mencionou ter encontrado o país com cerca de 14 mil iniciativas paralisadas e áreas sociais fragilizadas.
Críticas severas à administração de Salvador
A gestão municipal da capital baiana também entrou na pauta da entrevista. O representante do Partido dos Trabalhadores afirmou que os moradores sofrem com deficiências crônicas no atendimento básico de saúde, escassez de vagas na educação infantil e perda de dinamismo socioeconômico.
Como contraponto, citou capitais como Fortaleza para ilustrar disparidades na rede de saúde pública e direcionou críticas à política tributária local. Segundo suas declarações, a cidade possui atualmente as cobranças mais elevadas do país referentes ao IPTU e à taxa de resíduos sólidos.
Investigações e confrontos políticos estaduais
Ainda durante a conversa, o ex-ministro mencionou apurações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo o ex-prefeito ACM Neto e aliados, apontando indícios de irregularidades em licitações públicas que teriam motivado pedidos de busca e apreensão negados pelo Supremo Tribunal Federal.
Por fim, ao contrapor a atual gestão estadual de Jerônimo Rodrigues com administrções históricas da oposição lideradas pela família Magalhães, o candidato celebrou a modernização da infraestrutura de ensino e segurança na Bahia, classificando o padrão atual como superior ao de outras unidades federativas.



















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