O comentarista político e escritor Rodrigo Constantino tornou-se alvo de investigações policiais e de uma notícia-crime apresentada pela OAB da Bahia à Polícia Federal após proferir declarações generalizantes e ofensivas contra o estado nordestino e seus habitantes no período eleitoral de 2026.
Origem, formação acadêmica e carreira no mercado financeiro
Nascido no Rio de Janeiro em 1976, Constantino formou-se em Economia pela PUC-Rio e concluiu um MBA em Finanças pelo IBMEC. Entre 1997 e 2013, atuou no mercado financeiro, período em que também participou da fundação do Instituto Millenium e presidiu o Conselho do Instituto Liberal. Ao longo de quase trinta anos de carreira na imprensa, passou por redações de grande circulação e emissoras de rádio e TV, como Veja, O Globo, Valor Econômico, IstoÉ, Jovem Pan e Record, autodefinindo-se frequentemente como um liberal com viés conservador.
Evolução ideológica e vasta produção literária
Sua transição de ideias voltadas estritamente ao livre mercado para o conservadorismo radical reflete-se em sua bibliografia. Entre suas obras publicadas estão títulos como Esquerda Caviar, Contra a Maré Vermelha, Brasileiro é Otário? e Confissões de um Ex-Libertário — livro no qual detalha seu distanciamento do libertarianismo. Em sua autobiografia, o autor relata experiências no mercado financeiro, a convivência profissional com Paulo Guedes e os desentendimentos públicos com o escritor Olavo de Carvalho.
Histórico de demissões e condenações judiciais
Além dos debates ideológicos, a trajetória pública do analista é marcada por episódios de forte repercussão negativa. Em 2020, perdeu seus cargos na Jovem Pan, Record e em veículos gaúchos após declarações sobre o caso Mariana Ferrer, nas quais afirmou que puniria uma filha sua caso passasse por situação semelhante de violência sexual. Posteriormente, foi condenado a pagar indenização por danos morais ao ator Fábio Assunção por associar sua dependência química ao posicionamento político. Seu nome também figurou em apurações do Ministério Público Federal sobre conteúdos desinformativos na imprensa e na cobertura dos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Investigação atual e repercussão das declarações sobre a Bahia
A recente controvérsia surgiu em um vídeo publicado em outubro de 2026, no qual o comentarista associou o cenário político do estado às urnas, classificou a Bahia como o câncer do país e fez generalizações pejorativas sobre a população local. Diante da repercussão, a OAB-BA acionou a Polícia Federal, enquanto o Ministério Público estadual avalia a competência para conduzir o caso. Em meio às críticas, o autor argumentou que suas críticas eram direcionadas ao peso eleitoral do Partido dos Trabalhadores na região e divulgou um pedido de desculpas àqueles que se sentiram atingidos pelas falas.




















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