As cotações internacionais do petróleo dispararam nesta quinta-feira, 8, impulsionadas por informações de que a administração do presidente norte-americano, Donald Trump, estaria articulando uma ofensiva militar contra o Irã.
Impacto nos mercados globais e cotações
Por volta das 10h25 (horário de Brasília), o contrato futuro do Brent para dezembro registrava forte alta de 4,21%, sendo negociado a US$ 104,42 o barril. No mesmo horário, o WTI para novembro avançava 4,33%, cotado a US$ 92,10.
Essa volatilidade ocorre após uma sessão anterior instável, na qual o barril chegou a superar a barreira dos US$ 100 devido a ameaças cruzadas entre os rebeldes houthis e a Arábia Saudita, embora tenha fechado com leves perdas na ocasião.
Ameaças ao Estreito de Ormuz
O conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã, que já se estende por aproximadamente oito meses, alimenta o temor de investidores sobre cortes drásticos no escoamento de energia pelo Estreito de Ormuz.
Localizado entre o território iraniano e os Emirados Árabes Unidos, este canal marítimo é considerado o “gargalo” energético mais crítico do planeta, respondendo por cerca de 20% a 30% de todo o petróleo comercializado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural liquefeito.
Ataques recentes e cenário geopolítico
O mercado reagiu fortemente à notícia, divulgada pela NBC News, de que Trump e sua equipe de segurança avaliam operações de grande porte em solo iraniano antes das eleições legislativas de novembro.
Paralelamente, a situação na Arábia Saudita — maior exportador global de petróleo e um dos maiores produtores — também pressiona os preços. Na terça-feira (6), dois aeroportos sauditas foram alvos de ataques com mísseis e drones reivindicados pelos houthis, grupo xiita que domina boa parte do Iêmen.
Apesar de o ministro saudita de Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, ter confirmado o fluxo de 5,8 milhões de barris pelo Oleoduto Leste-Oeste após interrupções parciais, o avanço iraniano sobre petroleiros no Estreito de Ormuz mantém o mercado em alerta máximo.
Para conter os reflexos dessa crise energética regional, uma aliança composta por 32 países já liberou um total de 325 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas.
















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