Partido Novo e oposição exigem fim do Inquérito das Fake News

Oposição pede fim do Inquérito das Fake News

Lideranças da oposição brasileira protocolaram uma solicitação oficial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo o arquivamento imediato do chamado Inquérito das Fake News. A petição foi entregue ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, logo após ele assumir a relatoria do processo, que anteriormente estava sob a condução de Alexandre de Moraes.

H2: Mudança de relatoria e novas demandas da oposição

Além do encerramento da apuração, o grupo político requer a derrubada integral do sigilo que envolve os autos. A medida visa garantir acesso amplo e irrestrito a todas as provas já acumuladas ao longo dos anos.

A ofensiva jurídica é encabeçada pelo presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, pelos deputados federais Marcel Van Hattem e Cabo Gilberto, além do senador Rogério Marinho. A alteração na relatoria coincide com um período de forte desgaste institucional na mais alta corte do país.

H3: Críticas à duração e ao escopo das investigações

No documento entregue a Fachin, os parlamentares apontam que a investigação já ultrapassa a marca de sete anos de duração. Eles questionam a contínua expansão do escopo investigativo, que acabou absorvendo pelo menos 21 apurações consideradas conexas ao longo do tempo.

Entre os desdobramentos anexados à investigação principal estão os processos referentes aos eventos de 8 de janeiro e a requisição de relatórios de inteligência à corporação policial. Para os signatários, essa ramificação excessiva aprofundou a crise entre os poderes da República.

Durante as manifestações sobre o caso, o deputado Marcel Van Hattem classificou a continuidade do processo como um mecanismo de repressão a opositores. O parlamentar argumenta que a medida funciona sem prazos definidos e serve para intimidar cidadãos que criticam decisões da cúpula do Judiciário.

Paralelamente às demandas apresentadas ao STF, os oposicionistas também manifestaram insatisfação com a permanência de Andrei Rodrigues na chefia da Polícia Federal, reforçando as cobranças por mudanças estruturais na condução das investigações em curso.