MPF mantém Paulo Gonet à frente das investigações do Banco Master

Conselho do MPF forma maioria para não afastar Gonet do caso Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal formou maioria para assegurar a permanência do procurador-geral da República, Paulo Gonet, na condução dos processos ligados ao Banco Master.

Entendimentos divergentes no colegiado

A cúpula do órgão é composta por dez membros, mas com a abstenção de Gonet, nove votaram. Apesar de rejeitarem o afastamento, os conselheiros divergem sobre a necessidade de aprofundar as apurações envolvendo o chefe da PGR.

O voto do relator pela manutenção

O relator do caso, Sanseverino, pontuou que as mensagens extraídas do telefone do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não podem ser analisadas de maneira isolada ou dissociadas de seu contexto original, sob o risco de distorcer a realidade.

Em sua argumentação, o relator destacou a ausência de indícios mínimos de autoria ou materialidade delitiva que justifiquem investigações contra o procurador-geral, votando pelo arquivamento e rejeitando qualquer pedido de exclusão de Gonet das apurações.

Votos divergentes e pedidos de esclarecimento

A conselheira Janice Ascari apresentou divergência parcial, sugerindo a nomeação de um subprocurador-geral para coletar esclarecimentos adicionais, sem que isso represente a abertura formal de um inquérito criminal.

O entendimento de Ascari foi acompanhado por Samantha Chantal Dobrowolski, enquanto Celso de Albuquerque Silva e Alexandre Camanho votaram com o relator pela extinção do procedimento.

Origem das apurações na Polícia Federal

O debate no colegiado gira em torno de menções a Gonet presentes em documentos da Polícia Federal, que citam diálogos sobre uma suposta viagem internacional do filho do procurador-geral, intermediação de contatos e supostas atuações em favor da instituição financeira. O grupo avalia se tais dados justificam novas diligências.