O Ministério da Fazenda avalia que o dinheiro remetido ao exterior para financiar a produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro pode ter origem ilícita, vindo de esquemas de ocultação de patrimônio.
Operação da Receita Federal
A declaração foi dada pelo ministro interino Dario Durigan após uma operação conduzida pelo Fisco contra o Grupo Entre, companhia liderada pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A investigação aponta que a empresa atuava no branqueamento de capitais para facções criminosas.
Financiamento de produção internacional
A companhia esteve à frente do envio de capital fora do país para rodar o longa-metragem intitulado “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-mandatário da República.
Questionado sobre a relação entre as remessas e o crime, o representante da pasta econômica destacou que os indícios apontam para uma única fonte de liquidez que alimenta essas transações financeiras.
Investigações em andamento
As autoridades apontam que o rastreamento do dinheiro exige um esforço conjunto de investigação, cruzando dados com apurações em curso no Supremo Tribunal Federal, em instâncias de São Paulo e acordos de cooperação firmados na capital federal.
O empresário à frente do grupo investigado firmou recentemente um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. Nos depoimentos, ele confessou atuar na realização de remessas financeiras e na obtenção de recursos em espécie para figuras do mercado financeiro, incluindo o comando do Banco Master.




















Leave a Reply