O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de forte volatilidade, com a alta do dólar de mais de 1%, cotado muito próximo de R$ 5,17. A moeda americana foi impulsionada por um conjunto de fatores que incluiu o cenário político interno, a valorização global da divisa e a forte disparada nas cotações internacionais do petróleo.
Desempenho do câmbio e fechamento da bolsa
Durante a sessão, o dólar comercial chegou a bater R$ 5,177 na máxima do dia, desacelerando ligeiramente no final para fechar cotado a R$ 5,169, o que representou um avanço de 1,27%. No acumulado de 2023, contudo, a divisa ainda registra desvalorização de 5,83% frente ao real.
A Bolsa de Valores do Brasil (Ibovespa) não resistiu à pressão externa e doméstica, recuando 0,86% e fechando aos 185.814 pontos, com um volume financeiro movimentado de R$ 29,68 bilhões. Mesmo com a queda diária, o índice acumula ganhos de 4,73% no mês de setembro.
Fatores externos e impacto nos Estados Unidos
O ambiente internacional desfavorável pesou de forma determinante sobre os ativos de risco. Em Wall Street, os principais índices fecharam no vermelho: o Dow Jones caiu 0,68%, o S&P 500 recuou 0,75% e a Nasdaq despencou 1,13%, impactada pelas perdas nas ações de tecnologia.
O principal catalisador desse movimento foi a alta expressiva nos rendimentos dos Treasuries (títulos públicos dos EUA). Os papéis de dez anos superaram a marca de 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007, impulsionados por dados sólidos de atividade econômica e expectativas de que o Federal Reserve manterá os juros elevados por mais tempo.
Escalada do petróleo e tensões geopolíticas
Outro ponto de pressão sobre a inflação global foi a retomada na cotação do petróleo, que subiu após cinco dias de quedas seguidas. O barril do tipo Brent avançou 2,84%, atingindo US$ 98,12, enquanto o WTI subiu 1,81%, negociado a US$ 92,16.
A alta foi motivada pela estagnação nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, alimentando temores de instabilidade no Oriente Médio. Além disso, o Departamento de Energia norte-americano reportou uma alta inesperada nos estoques da commodity, o que adicionou pressão aos mercados internacionais e estimulou a fuga de capitais de países emergentes.
















Leave a Reply