Mensagens de WhatsApp extraídas pela Polícia Federal mostram que o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, garantiu a Daniel Vorcaro que o Banco Master manteria o empresário como seu dono efetivo, mesmo após a conclusão da transação de venda para a instituição pública. A revelação veio à tona com a divulgação das investigações, recordando que o negócio acabou sendo vetado pelo Banco Central no ano passado.
Detalhes das conversas interceptadas pela Polícia Federal
O diálogo em questão aconteceu em 18 de abril de 2025, quando Paulo Henrique manifestou o desejo de ir a São Paulo para visitar a sede do Master. Embora Vorcaro estivesse na capital federal na data, ele liberou a visita para outro momento. Foi nesse contexto que o ex-dirigente do BRB enviou a frase enfática afirmando que a instituição nunca deixaria de pertencer ao banqueiro. Para os investigadores, o tom utilizado indica um alinhamento direto para preservar o controle do banco nas mãos de Vorcaro.
Bastidores da operação de compra e o Projeto Vértice
O relatório da PF traz ainda registros de conversas que antecederam formalmente a negociação. Em janeiro de 2025, Paulo Henrique mandou para Vorcaro um termo de sigilo assinado entre os bancos para viabilizar o processo de aquisição, abrindo espaço para que o dono do Master batizasse o empreendimento. Vorcaro delegou a escolha ao interlocutor, que sugeriu o nome “Vértice”, justificando a escolha como a união de forças para gerar algo inédito.
Ameaça de propina e envolvimento político na investigação
Segundo a avaliação policial, os registros demonstram o esforço do ex-presidente do BRB para concretizar a compra. O inquérito aponta ainda negociações envolvendo seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido ofertados como vantagem indevida a Paulo Henrique.
Além disso, mensagens de outubro de 2024 revelam que o então chefe do BRB avisou Vorcaro sobre os preparativos para o lançamento da operação comercial, mencionando que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, havia pedido materiais para rebater eventuais questionamentos públicos sobre o negócio.
Atualmente, Paulo Henrique Costa encontra-se sob custódia preventiva em decorrência da Operação Compliance Zero. Ele esteve à frente do BRB durante o mandato de Ibaneis Rocha e tentou firmar acordos de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, contudo a iniciativa não foi aceita pelos órgãos competentes.




















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