O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia formal contra André Weiss, ex-diretor-executivo da Secretaria da Fazenda paulista, pelos crimes de corrupção passiva e integração de organização criminosa.
Esquema de fraudes no ICMS
A acusação também envolve dois auditores fiscais e um advogado, apontados como participantes de um esquema voltado a fraudes no ressarcimento de créditos de ICMS no estado.
As apurações conduzidas pelas autoridades indicam que o antigo dirigente da pasta recebeu a quantia de R$ 4,5 milhões em espécie.
Milhões em propina e entregas em mochilas
Entre os anos de 2021 e 2025, o advogado João André Buttini de Moraes teria repassado aproximadamente R$ 13,6 milhões em subornos para a rede criminosa.
O dinheiro ilícito era transportado em mochilas por entregadores até reuniões realizadas em estabelecimentos gastronômicos situados no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.
Operação Caldarium e prisões
Durante as investigações, promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos obtiveram um registro no qual Weiss mencionava a aquisição de uma sauna com o objetivo de ocultar a origem dos valores em espécie.
Esse diálogo, captado em julho de 2023, motivou a denominação da Operação Caldarium.
A denúncia do órgão ministerial abrange ainda os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto, apelidado de Rei Artur, e Kunio Shimada.
O Ministério Público requereu a manutenção das prisões preventivas de Weiss, Buttini e Silva Neto, bem como a decretação da prisão de Shimada.
A defesa do advogado João Buttini declarou que ainda não teve acesso integral aos autos processuais e que aguarda a manifestação da Vara Estadual das Garantias sobre as solicitações apresentadas pela acusação.
















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