Ex-chefe do BC pede ao STF fim de tornozeleira eletrônica

Defesa de ex-chefe do BC pede ao STF retirada de tornozeleira e cita possível nulidade em investigação do Master

A defesa de Belline Santana, antigo titular da Supervisão Bancária do Banco Central, acionou o Supremo Tribunal Federal para solicitar a remoção de sua tornozeleira eletrônica.

Argumentos de nulidade na investigação

Em petição protocolada, os advogados sustentam que contestações recentes sobre a condução das apurações ligadas ao Banco Master podem acarretar a anulação de atos processuais.

A equipe jurídica menciona o afastamento preventivo de cúpulas da Polícia Federal determinado por magistrados da Corte, avaliando que tais medidas abalam a lisura das provas colhidas e abrem margem para a rediscussão de competências.

Sessão extraordinária e medidas cautelares

O plenário do STF deve debater a validade dos relatórios de inteligência e a regularidade dos procedimentos investigatórios em uma sessão marcada para a próxima terça-feira (15).

Embora já tenha prestado depoimento em agosto, o ex-servidor segue sob restrições como afastamento do cargo, proibição de acessar o Banco Central, retenção de passaporte e veto a contato com coinvestigados, medidas que a defesa considera suficientes.

Acusações e contraponto

A Polícia Federal aponta que o investigado teria recebido pagamentos mensais de R$ 500 mil, totalizando R$ 3,8 milhões em repasses, além do custeio de uma viagem internacional pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os defensores rebatem as imputações, negam qualquer ilicitude e denunciam vazamentos seletivos de depoimentos que, segundo eles, geraram uma narrativa acusatória antecipada e politizada em torno do caso.