A administração de Donald Trump aprovou a autorização para que Nidal Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército norte-americano, seja executado por fuzilamento. Condenado pelo massacre que vitimou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, o detento pode protagonizar a primeira execução nas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961.
Detalhes do massacre em Fort Hood A ordem foi emitida por Trump após um parecer favorável do secretário de Defesa, Pete Hegseth, conforme detalhado pelo Pentágono. Cabe agora ao secretário do Exército estipular a data e o local do procedimento.
Na ação violenta de 2009, o atirador utilizou uma pistola com mira a laser contra uma unidade médica da instalação militar, matando 12 soldados da ativa e um aposentado, além de ferir outras 32 pessoas. O episódio ocorreu pouco antes de seu deslocamento programado para o Afeganistão. Durante os disparos, ele exclamou termos religiosos em árabe. O ex-militar acabou baleado e imobilizado pela polícia, ficando paraplégico e dependente de cadeira de rodas.
Julgamento e motivação do crime Em 2013, uma corte marcial o sentenciou à pena capital após considerá-lo culpado de 45 acusações de homicídio e tentativas de homicídio com premeditação. Nos desdobramentos do processo, o réu declarou que sua atitude foi uma resposta direta aos conflitos armados conduzidos pelos Estados Unidos em nações de maioria muçulmana, com o objetivo declarado de evitar o envio de tropas ao território afegão.
Retomada do fuzilamento como método penal O pelotão de fuzilamento retornou ao leque de alternativas para a pena capital na gestão Trump, integrando as opções ao lado da cadeira elétrica e da asfixia por gás. A diversificação de métodos reflete os obstáculos logísticos e jurídicos enfrentados para a obtenção dos compostos químicos empregados na injeção letal.
Se o decreto for concretizado, esta será a primeira execução militar no país em mais de seis décadas. Registros históricos apontam que o último fuzilamento conduzido pelas Forças Armadas ocorreu em 1945. Além disso, o método tem ganhado espaço novamente no território americano, a exemplo da Carolina do Sul, que realizou uma execução por fuzilamento em 2025 após um hiato de 15 anos.
Repercussão e críticas à pena capital Organizações de direitos humanos e contrárias à punição máxima, a exemplo do grupo Death Penalty Action, manifestaram oposição à diretriz presidencial. O cenário da pena de morte no país também enfrenta questionamentos devido a falhas operacionais recentes, como o episódio no Tennessee, onde uma tentativa de injeção letal em Christa Pike falhou e resultou na hospitalização da condenada.




















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