Eduardo Paes reconhece derrota ao governo do RJ após decisão do STF

Eduardo Paes admite derrota: ‘A eleição termina’

O segundo colocado na corrida pelo governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), reconheceu a vitória de Douglas Ruas (PL) e desistiu de novos recursos judiciais. A manifestação ocorreu na noite desta quinta-feira, 8, logo após uma definição do Supremo Tribunal Federal.

Fim da disputa e críticas ao Judiciário

Em mensagem publicada nas redes sociais, Paes declarou que a disputa chegou ao fim, mas garantiu que seu grupo político manterá a fiscalização sobre a gestão estadual.

O político do PSD aproveitou o comunicado para criticar a atuação dos tribunais, argumentando que a maioria do eleitorado fluminense desejava um segundo turno. Segundo ele, a decisão judicial contrariou a vontade popular, embora ressalte que acatará a determinação em respeito à democracia.

Impacto da decisão do STF

A manifestação pública de Paes veio logo após o ministro Cristiano Zanin rejeitar um recurso que pretendia validar os votos conferidos a Anthony Garotinho (Republicanos). Com a invalidação definitiva, Douglas Ruas ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos, assegurando o comando do Executivo estadual logo no primeiro turno.

No pleito realizado no domingo anterior, Ruas havia registrado 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes somou 42,76% e Garotinho atingiu 3,17%. Com a consolidação do cenário, Ruas alcança 50,83%.

Histórico de derrotas eleitorais

Este resultado marca a terceira tentativa frustrada de Eduardo Paes em chegar ao Palácio Guanabara. O político já havia sido derrotado nas urnas em 2006, quando estava no PSDB, e em 2018, na época filiado ao DEM.

Estratégia judicial que mudou o rumo do pleito

Apesar de lamentar a ausência de segundo turno, a própria campanha de Paes foi a principal articuladora da inelegibilidade de Garotinho. Pouco antes da votação, a coligação liderada pelo PSD acionou a Justiça com base em uma condenação por improbidade administrativa contra o candidato do Republicanos.

A Justiça Eleitoral atendeu ao pedido e invalidou os votos de Garotinho. Contudo, após o primeiro turno, a estratégia da campanha de Paes se inverteu: aliados tentaram reverter a decisão para validar a votação do rival e forçar o segundo turno, mas as tentativas foram rejeitadas tanto pelo Tribunal Superior Eleitoral quanto pelo STF.