A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro confirmou nesta sexta-feira, 9, que a voz presente em um dos áudios divulgados recentemente pela imprensa pertence ao seu cliente. O material veio a público por meio de uma reportagem da revista Veja.
Confirmação e ressalvas da defesa
O advogado Daniel Bialski, que representa Vorcaro nas investigações envolvendo o Banco Master, admitiu que o timbre no registro sonoro é do banqueiro. Contudo, o defensor ponderou que não tem informações sobre a data ou o contexto em que a gravação foi realizada.
Na mesma manifestação, o representante legal destacou que a validação do áudio se restringe à autoria vocal. Sobre o conteúdo das declarações, Bialski afirmou que cabe exclusivamente ao cliente esclarecer a veracidade dos fatos no futuro.
O teor das gravações e o esquema investigado
Nos arquivos divulgados, o banqueiro menciona a suposta movimentação de recursos para o financiamento de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigido por Oliver Stone, além de repasses direcionados ao Instituto Lula.
A reportagem aponta que Vorcaro teria relatado negociações com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto para viabilizar valores que somariam cerca de R$ 30 milhões em espécie. O objetivo seria facilitar o acesso a dinheiro de fundos de pensão estatais, esquema que também contemplaria comissões sobre aportes financeiros captados pela instituição.
Políticos citados e posicionamento oficial
O material jornalístico ainda faz menção ao ministro Alexandre Padilha, ao ex-secretário-executivo Olavo Noleto e a outros supostos intermediários nas tratativas. Tais relatos teriam surgido durante tratativas para uma proposta de delação premiada que acabou não progredindo na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Até o momento, a defesa reiterou que o banqueiro não prestou depoimentos sobre o tema à Polícia Federal ou a outras autoridades, e que o episódio nunca havia sido debatido com seus advogados.
Em resposta às acusações veiculadas, o presidente Lula, o ministro Alexandre Padilha e Olavo Noleto negaram veementemente qualquer tipo de envolvimento ou recebimento de vantagens financeiras ligadas a Vorcaro. Por sua vez, a PGR confirmou ter recebido propostas de colaboração jurídica formalizadas pela defesa, mas ressaltou que nenhum depoimento oficial foi colhido do banqueiro.
















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