Debate em SP: Tebet e Marina defendem STF e atacam governo

Em debate esvaziado, Marina e Tebet fazem ‘dobradinha’ e defendem reforma no STF

As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) protagonizaram sem oposição o debate para o Senado por São Paulo realizado nesta sexta-feira, 25, após a ausência de favoritos nas pesquisas de intenção de voto.

Ausências de favoritos esvaziam o encontro

Os candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e líderes nas pesquisas, cancelaram a participação na manhã do evento. Em nota conjunta, alegaram agenda inadiável e uma intensa maratona de compromissos recentes.

O evento foi promovido pelo g1 e seguiu critérios de convite para partidos com representação mínima ou ao menos 5% nas intenções de voto. Por esse critério, Ricardo Salles (Novo) também ficou de fora, deixando o palco para Tebet, Marina, Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos).

Propostas de reforma no STF e no Legislativo

A crise recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal dominou parte das discussões. Tebet e Marina uniram forças para defender mudanças estruturais no Judiciário, sugerindo mandatos, idade mínima, paridade de gênero e controle de decisões monocráticas, além de um código de ética para os magistrados.

Geraldo Rufino ampliou o escopo das críticas e defendeu uma reformulação interna no Senado Federal. Para o candidato, a Casa legislativa precisa de coragem para avaliar e punir seus próprios membros, resgatando a credibilidade democrática.

Críticas à segurança e avanço do crime organizado

O combate às facções criminosas também entrou na pauta. Tebet afirmou que o PCC já infiltrou a Prefeitura de São Paulo e apontou suspeitas na estrutura de segurança pública estadual, criticando diretamente a gestão de Tarcísio de Freitas e a atuação anterior de Guilherme Derrite na pasta.

Soninha Francine destacou a necessidade de investimentos em inteligência policial para frear a corrupção de agentes públicos. Já Geraldo Rufino defendeu a asfixia financeira das organizações criminosas aliada à forte presença do Estado nas periferias para evitar o aliciamento de jovens.

Cenário da disputa eleitoral paulista

A corrida eleitoral ao Senado por São Paulo registra 15 candidaturas homologadas para preencher duas vagas em 2027. Entre os concorrentes, cinco nomes concentram o favoritismo: Tebet, Marina, Prado, Derrite e Salles.

Enquanto Tebet e Marina integram a base aliada do governo federal e apoiam Fernando Haddad, a ala governista estadual aposta em Prado e Derrite. Ricardo Salles concorre pelo campo conservador sem o respaldo oficial do Palácio dos Bandeirantes.