Colômbia rompe com o Irã e cita laços com narcoterrorismo

Colômbia rompe relações diplomáticas com Irã e cita narcoterrorismo

O governo da Colômbia oficializou o corte de seus laços diplomáticos com o Irã, em uma decisão que intensifica a proximidade da gestão do conservador Abelardo de la Espriella com a administração de Donald Trump nos Estados Unidos.

Motivos da ruptura e acusações contra Teerã

A chancelaria colombiana detalhou que a decisão foi tomada após constatar supostos vínculos do governo do Irã com organizações extremistas e facções narcoterroristas que representam riscos à segurança nacional. Embora a queixa diplomática tenha sido formalizada em 19 de outubro, os canais consulares entre as nações continuarão funcionando.

Em nota oficial, a administração Espriella classificou a Guarda Revolucionária iraniana como uma entidade terrorista responsável pela repressão violenta da população local. Como resposta, autoridades locais anunciaram que vão endurecer os protocolos de fiscalização nas fronteiras para barrar a entrada de membros dessa facção no território colombiano.

Impactos geopolíticos e controle estratégico

Além dos problemas de segurança interna, Bogotá apontou abusos severos de direitos humanos cometidos pelo regime persa, agressões a países neutros no conflito do Oriente Médio, bloqueios na atuação da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e ações hostis no Estreito de Ormuz.

Localizado entre os Emirados Árabes Unidos e o território iraniano, o Estreito de Ormuz é vital para o comércio global de energia. O canal responde pelo trânsito de até 30% do petróleo comercializado no planeta e volumes expressivos de gás natural liquefeito, funcionando como um ponto nevrálgico para a economia internacional.

Fim de meio século de cooperação

Com essa decisão, os dois países encerram um histórico de mais de 50 anos de diálogo bilateral, iniciado em 1975. O movimento da Colômbia ecoa uma medida recente adotada pelo Peru, sob a gestão da conservadora Keiko Fujimori, que também cortou relações com Teerã sob a justificativa de que o regime iraniano coloca em risco a estabilidade e a paz global.