A Bahia se prepara para enfrentar um trimestre de forte calor e volumes de precipitação que devem ficar entre a média histórica e patamares inferiores. De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), os termômetros poderão registrar marcas próximas aos 40°C em diversas cidades baianas até o mês de novembro.
Previsão por regiões baianas
O panorama climático apresenta variações significativas conforme o território. Na porção Leste, que abrange centros urbanos como Salvador, Feira de Santana e Alagoinhas, o mês de setembro marca o encerramento do ciclo de chuvas mais constantes. Por outro lado, outubro e novembro marcam a transição para o período chuvoso no Centro-Sul e no Oeste, embora a tendência aponte para índices pluviométricos limitados ou dentro da normalidade.
Em contrapartida, as regiões Centro-Norte e Nordeste — que incluem localidades como Juazeiro, Jacobina, Paulo Afonso e Euclides da Cunha — não devem contar com uma estação chuvosa significativa ao longo deste trimestre. A climatologia, parâmetro que mede o volume acumulado esperado com base em anos anteriores, indica escassez nessas zonas.
Análise do regime de chuvas
O comportamento recente da atmosfera ajuda a compreender esse cenário. Durante o mês de junho, tradicionalmente marcado por chuvas no Leste, os volumes se restringiram a essa faixa e ao litoral. Embora alguns pontos do Recôncavo e do Nordeste baiano tenham ultrapassado a marca de 150 milímetros, o balanço estadual fechou com índices predominantemente normais ou abaixo da média.
Alerta para temperaturas extremas e baixa umidade
No que diz respeito às temperaturas, o prognóstico aponta para marcas superiores à média em todo o território baiano. Entre setembro e novembro, o calor intenso virá acompanhado da queda na umidade relativa do ar, sobretudo nos períodos vespertinos, quando o sol incide com maior força.
Impacto do fenômeno El Niño
Os meteorologistas também acompanham os reflexos do El Niño sobre o clima regional. O fenômeno climático tem potencial para interferir no regime de chuvas, provocando a postergação da chegada das precipitações ao Oeste e ao Centro-Sul, áreas onde a estação úmida costuma se estabelecer a partir de meados de outubro.




















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