Bahia lidera eleição de pretos e pardos no Brasil em 2026

Bahia lidera eleição de pretos e pardos no Brasil em 2026

Nas eleições de 2026, a Bahia destacou-se ao eleger 58 candidatos pretos ou pardos já no primeiro turno, garantindo a primeira colocação nacional nesse quesito, conforme levantamento oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

Panorama nacional e representatividade

O pódio dos estados com maior número de vitórias desse grupo no primeiro turno é completado por Minas Gerais, que registrou 38 nomes, e pelo Rio de Janeiro, com 34. Em âmbito nacional, 531 dos 1.774 vencedores para cargos como presidente, governador, senador e deputados federal e estadual pertencem a essa parcela da população, índice que corresponde a 29,9% do total.

Esse desempenho consolida-se em um cenário onde pardos e pretos somaram 10.224 registros, atingindo 49,9% das 20.496 candidaturas oficiais processadas pela Justiça Eleitoral. No entanto, o patamar ainda difere da demografia nacional: dados do Censo 2022 do IBGE apontam que 55,1% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos.

Proporção estadual e destaques regionais

Enquanto o território baiano sobressai em quantidade bruta, a análise proporcional revela outra realidade pelo país. O Amazonas registrou a maior taxa relativa ao eleger 24 pessoas pretas ou pardas dentre os 38 postos em disputa, alcançando 63,2%. Em seguida aparecem o Tocantins, com 57,9% (22 de 38), e o Amapá, onde o grupo responde por 55% dos vitoriosos (22 de 40).

No extremo oposto, o levantamento aponta que Santa Catarina não contabilizou nenhum candidato preto ou pardo vitorioso entre as 64 vagas preenchidas. O Paraná elegeu apenas seis representantes desse perfil em um total de 92 (6,5%), enquanto o Rio Grande do Sul marcou sete em 94 (7,4%).

Partidos e perfil demográfico dos vitoriosos

No recorte partidário, o PT encabeçou a lista com 83 parlamentares e mandatários pretos ou pardos eleitos. O PL ocupou o segundo posto com 73 nomes, seguido pelo União Brasil, que somou 54. Por outro lado, siglas como DC, Democrata, Missão, Mobiliza e Rede passaram o pleito sem eleger representantes do grupo, apesar de terem lançado nomes com esse perfil.

No que tange ao gênero, a composição dos 531 vitoriosos evidencia disparidade: 407 são homens e 124 são mulheres. As mulheres pretas ou pardas representam 33,6% de todas as parlamentares eleitas no sexo feminino, ao passo que os homens equivalem a 28,9% do total masculino vitorioso.

As vitórias distribuem-se por cinco governos estaduais, quatro vice-governos, 15 cadeiras no Senado Federal, 117 vagas na Câmara dos Deputados, nove assentos na Câmara Legislativa do Distrito Federal e 213 postos nas assembleias legislativas estaduais, além de 39 suplências.