O São Paulo saiu em desvantagem nas quartas de final da Copa Sul-Americana ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Boca Juniors, em partida realizada na última terça-feira, no estádio La Bombonera. O revés fora de casa colocou os holofotes sobre o desempenho individual de alguns atletas tricolores, especialmente no setor ofensivo.
Os vilões da noite em Buenos Aires
A atuação do setor de ataque ficou marcada por grandes oportunidades desperdiçadas na etapa inicial. Luciano deixou a desejar ao perder a melhor chance do time no primeiro tempo, quando recebeu livre na área e cabeceou para defesa fácil do goleiro Montero. Após esse lance, o atacante sumiu da partida, não conseguiu finalizar nem criar novas jogadas, sendo substituído por volta dos 15 minutos do segundo tempo.
Quem também teve uma jornada infeliz foi Calleri, apontado por muitos como o pior em campo pelo lado brasileiro. O centroavante participou muito pouco, perdeu diversos duelos físicos para a zaga argentina e não conseguiu realizar o tradicional pivô. No primeiro tempo, desperdiçou um cruzamento rasteiro na medida, mandando a bola longe do gol. Para piorar, recebeu o terceiro cartão amarelo na etapa final após cair na provocação de um adversário e cumprirá suspensão no jogo de volta.
Meio-campo e ataque abaixo da média
O desempenho coletivo sofreu com a falta de inspiração no meio-campo. Marcos Antônio esteve muito abaixo do seu padrão habitual, mostrando pouca participação na construção das jogadas, errando passes incomuns e cometendo faltas desnecessárias na marcação.
Pelas pontas, Artur também não conseguiu render o esperado. Embora tenha sido bastante acionado e tocado muito na bola, o atacante parou na forte marcação adversária pelo meio e não obteve sucesso nas tentativas de drible no um contra um na ponta.
Destaques positivos e solidez defensiva
Apesar do revés, alguns nomes se salvaram e mostraram serviço em solo argentino. O lateral-esquerdo Iago retomou a titularidade exibindo muita qualidade técnica e precisão nos cruzamentos. Foi dele o passe aéreo para a cabeça de Luciano e o cruzamento para trás que encontrou Calleri nas principais chances do primeiro tempo. Defensivamente esteve bem, embora tenha cometido o erro no passe que originou o gol da vitória do Boca.
Na zaga, Domingos Duarte manteve a regularidade e se impôs na marcação pelo lado direito ao lado de Lucas Ramon, realizando cortes e desarmes vitais pelo chão e pelo alto. O defensor chegou a receber cartão vermelho por falta em Paredes, mas a punição foi anulada pelo VAR. Ele se firma cada vez mais como um acerto expressivo da diretoria no mercado de transferências.
Cenário da decisão e próximos compromissos
Com o placar adverso na Argentina, o São Paulo precisará vencer por dois ou mais gols de diferença atuando como mandante para garantir a classificação direta às semifinais no tempo regulamentar. Caso a vantagem seja de apenas um tento, a vaga será definida nas penalidades máximas. O confronto de volta está marcado para a próxima terça-feira (15), às 21h30 (de Brasília), no estádio do Morumbis.
Antes de pensar na revanche continental, o Tricolor foca suas atenções no Campeonato Brasileiro. A equipe terá um clássico estadual contra o Palmeiras no próximo sábado (12), às 18h30, no Nubank Parque, válido pela 27ª rodada da competição nacional. O vencedor do mata-mata entre brasileiros e argentinos enfrentará na semifinal quem passar do duelo entre Santa Fé, da Colômbia, e o Vasco.




















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