O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, um dos sócios da casa de apostas PixBet, foi preso nesta quinta-feira (17) durante a segunda fase da Operação Arena, conduzida pela Polícia Federal. Localizado no litoral sul paraibano, mais precisamente em Jacumã, o alvo deve ser transferido para a cidade de Campina Grande, situada no agreste do estado.
Alvos e apreensões da nova etapa policial
Nesta nova fase das investigações, que miram crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no setor de apostas esportivas, as autoridades cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de prisão preventiva e bloqueio de bens. O suspeito detido é primo de Ernildo Júnior, dono da marca. Na primeira etapa da investida policial, realizada em agosto, o proprietário principal já havia sido abordado pelos agentes, tendo seu veículo e telefone celular confiscados.
Esquema financeiro internacional sob suspeita
A primeira fase da Operação Arena aconteceu em agosto, fruto de uma ação conjunta entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba e a Receita Federal. Naquele momento, foram cumpridos 19 mandados de busca em estados como São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba, incluindo a sede da própria empresa em Campina Grande.
De acordo com o inquérito, o esquema consistia no envio de verbas obtidas com os palpites esportivos para uma companhia de fachada sediada em Curaçao. Posteriormente, esses valores retornavam ao território brasileiro disfarçados de pagamentos por prestações de serviços que, conforme apontam os investigadores, jamais teriam ocorrido de fato.
Histórico de patrocínios e restrições judiciais
Amplamente conhecida no cenário do futebol brasileiro, a marca já estampou sua logomarca em uniformes de gigantes como Flamengo e Corinthians. O acordo de patrocínio com o clube carioca foi encerrado em agosto de 2025, enquanto a parceria com o time paulista havia chegado ao fim em 2024. No âmbito regional, a empresa administra o Serra Branca Esporte Clube e apoia a Arena Vaquejada PixBet, em Gurinhém.
Além das investigações federais, a empresa enfrentou sanções no âmbito estadual. Em julho, a Justiça paraibana emitiu uma liminar ordenando a paralisação das plataformas de apostas online da marca em âmbito nacional, fundamentando a decisão na falha dos sistemas de segurança em barrar o acesso de menores de idade aos jogos.




















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