O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, contestou nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, as declarações do governo de Donald Trump que apontam falhas do Brasil no enfrentamento às principais facções criminosas do país.
A resposta aos Estados Unidos
As críticas norte-americanas surgiram após o Departamento de Estado incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em sua relação oficial de organizações terroristas, documento publicado na última quarta-feira (16).
Em coletiva realizada no Escritório Nacional Antifacção, na região central carioca, Wellington César defendeu que as estatísticas oficiais refutam qualquer narrativa de inércia estatal.
“O Estado americano verificará que essa hipótese não se confirma, não é consistente. Os números que apresentamos são superiores ao que existia antes”, pontuou o chefe da pasta ministerial.
Avanços e integração policial
O ministro enfatizou o incremento nas investidas contra o crime organizado e atribuiu os resultados à cooperação estreita entre as esferas federal, estadual e municipal de segurança pública.
Para ilustrar o progresso, foram mencionadas a recente sanção da Lei Antifacção e a otimização da capacidade operacional das polícias. A articulação envolve corporações como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal, polícias estaduais, guardas municipais, Receita Federal, Ministério Público e o Poder Judiciário.
Brasil fora da lista oficial
Um ponto central destacado pelo titular da Justiça foi o fato de o território brasileiro ter ficado de fora de uma relação de 23 nações enviada pela administração Trump ao Congresso dos Estados Unidos.
A citação ao país, conforme explicou, teve caráter secundário e carece do peso jurídico conferido aos Estados que compõem formalmente o documento oficial.
“Se não figuramos na lista dos 23 países consolidada nessa iniciativa enviada ao Congresso, a referência ao Brasil foi um comentário lateral. A inclusão na lista, que tem categoria jurídica, não aconteceu”, argumentou.
Operações simultâneas pelo país
A contundente defesa da atuação nacional ocorreu durante o anúncio de uma ampla ofensiva voltada a coibir o comércio ilegal de telefones celulares, vinculada ao programa Celular Seguro.
A iniciativa mobilizou cerca de 200 lojas distribuídas por 15 estados brasileiros, com foco na repressão a crimes de furto, roubo, receptação e comercialização ilícita de aparelhos, cujos trabalhos se estendem até sexta-feira (18).
Por fim, o ministro reiterou que outras frentes de segurança vêm obtendo resultados expressivos, a exemplo de recentes mandados de busca, prisões e bloqueios milionários voltados a desarticular as finanças do crime organizado no país.




















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