O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, classificou como um “ato de desespero” o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família anunciado pelo governo federal a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro.
Novos valores do programa social
Com a mudança, o piso do programa de transferência de renda passará dos atuais R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio saltará de R$ 675 para R$ 777, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
O impacto financeiro estimado da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. O ministro Bruno Moretti justificou que o reajuste representa uma recomposição da inflação acumulada desde o início da atual gestão, em janeiro de 2023, até agosto de 2026. A proposta orçamentária para 2027 enviada ao Congresso no mês passado, contudo, não previa nenhuma alteração nos valores.
Críticas durante agenda na Bahia
Durante ato de campanha em Vitória da Conquista (BA), Flávio afirmou que os brasileiros não vão cair em “mais uma falsa promessa” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita às vésperas do pleito. O senador também questionou a legalidade da medida eleitoral.
O candidato do PL lembrou que o piso de R$ 600 foi estabelecido em sua base política anterior, durante a transição do Auxílio Emergência para o Auxílio Brasil no governo de Jair Bolsonaro. Além das críticas econômicas, o parlamentar atacou a gestão estadual do PT na Bahia, apontando o agravamento nos índices de segurança pública e o alto endividamento das famílias locais ao longo dos últimos 20 anos.
Cenário eleitoral e pesquisas recentes
O anúncio governamental ocorre em um momento de queda na popularidade de Lula e de crescimento de seu principal rival na disputa presidencial. A pesquisa do instituto Futura/100% Cidades aponta Flávio Bolsonaro com 48,1% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 43,7% do atual chefe do Executivo.
O levantamento também revela que a desaprovação ao governo federal atinge 53,1%, enquanto a avaliação negativa da gestão chega a 47,2%. Diante desse cenário de desgaste político e de avanço dos opositores nas urnas, o candidato oposicionista reforçou que o adversário tenta utilizar a máquina pública para reverter votos na reta final da campanha.
















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