Desaprovação de Lula atinge 53%, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Desaprovação do governo Lula chega a 53%, informa pesquisa

A taxa de desaprovação da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 53%, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 16, pelo instituto Ipsos-Ipec. O patamar atual marca um crescimento de três pontos percentuais na comparação com a sondagem anterior, feita em junho, quando a rejeição ao governo petista estava em 50%.

Panorama da avaliação governamental

Em contrapartida ao índice negativo, o grupo que aprova a maneira como o chefe do Executivo conduz o país corresponde a 42% dos participantes. Já os entrevistados que preferiram não opinar ou não souberam responder somam 5%.

Quando questionados sobre o conceito geral da gestão federal, 43% dos cidadãos definem o mandato como ruim ou péssimo. Por outro lado, 33% avaliam o desempenho da administração como ótimo ou bom, enquanto 22% consideram o governo regular e 2% não souberam classificar. A diferença entre os extremos favoráveis e desfavoráveis é de dez pontos percentuais.

Contexto político e desafios futuros

O cenário de instabilidade ocorre no momento em que Lula avalia a possibilidade de disputar um quarto mandato presidencial, enfrentando um ambiente político cada vez mais competitivo. Levantamentos recentes chegaram a apontar o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do atual presidente nas intenções de voto.

Além disso, o governo lida com um panorama de incertezas econômicas e com os reflexos políticos de investigações que atingem aliados e figuras ligadas ao entorno presidencial.

Metodologia do levantamento

Para realizar o estudo, o Ipsos-Ipec ouviu presencialmente 2 mil eleitores em todo o território nacional entre os dias 9 e 13 de setembro. O material estatístico conta com uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

O processo de amostragem buscou abranger de forma proporcional diferentes perfis demográficos, faixas etárias a partir de 16 anos e contextos socioeconômicos em todas as regiões brasileiras.