Anatel estende testes de celular via satélite da Vivo até 2029

Anatel prorroga testes da Starlink com a Vivo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estendeu o prazo para a realização de testes da tecnologia Direct-to-Device (D2D) no país. Com a decisão, a Telefônica Brasil, empresa responsável pela Vivo, obteve autorização para conduzir experimentos de conexão via satélite em parceria com a Starlink até abril de 2029.

Expansão do prazo e alcance nacional

Publicado no Diário Oficial da União pelo Ato nº 11.334, o aval regulatório abrange todo o território brasileiro e possibilita inclusive a exploração comercial do recurso dentro do ambiente experimental. Anteriormente, a permissão emitida em julho determinava o encerramento das atividades em outubro deste ano. O pedido de prorrogação partiu da própria operadora, que argumentou a necessidade de mais tempo para avaliações representativas.

Como funciona a conexão via satélite

O sistema D2D viabiliza que smartphones compatíveis estabeleçam link direto com satélites, eliminando a exigência de antenas parabólicas ou acessórios adicionais. A SpaceX, controladora da rede Starlink e do serviço Starlink Mobile — já ativo em nações como Estados Unidos, Austrália e Chile —, incluiu o Brasil em sua lista oficial de expansão iminente. No cenário internacional, soluções similares operam com custos acessíveis aos consumidores.

Detalhes técnicos e frequências utilizadas

Para os testes, a agência reguladora liberou o uso das faixas de 2.567,5 MHz e 2.687,5 MHz, com canalização de 5 MHz em cada espectro e limite de emissão de 100 W. A operação ocorre sob o formato de Serviço Limitado Privado (SLP) e aproveita o licenciamento de estações do Serviço Móvel Pessoal (SMP), sem restrição na quantidade de aparelhos móveis conectados.

Enquanto isso, concorrentes no mercado nacional também exploram alternativas semelhantes. A Claro, por exemplo, conduziu avaliações experimentais em um sandbox prévio no Maranhão junto à Lynk Global, embora ainda não tenha oficializado planos de lançamento comercial para a novidade.

Vale destacar que as transmissões da parceria entre Vivo e Starlink funcionam em caráter secundário. Dessa forma, a companhia não conta com proteção garantida contra interferências e precisa paralisar os testes de imediato caso ocorra qualquer tipo de conflito com outros sistemas de telecomunicações devidamente regularizados no Brasil.