Professor Rui aponta desigualdade eleitoral e cobra sindicalistas

Professor Rui critica desigualdade na disputa eleitoral e defende mais espaço para sindicalistas

O candidato a deputado estadual Professor Rui (PCdoB) classificou a corrida eleitoral por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) como profundamente desigual e defendeu a ampliação da voz dos trabalhadores nos cargos de decisão. Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (21), ele enfatizou que a entrada de nomes ligados ao movimento sindical na política institucional é fundamental para garantir a pluralidade na representação da sociedade.

Queda na representação sindical

O postulante chamou a atenção para a📉 redução drástica de sindicalistas no Congresso Nacional ao longo das últimas décadas. De acordo com os dados apresentados, a Câmara dos Deputados contava com cerca de 60 parlamentares oriundos dos sindicatos em 1990, número que despencou para apenas sete na atualidade. No âmbito do parlamento baiano, que possui 63 assentos, o cenário é ainda mais restrito, pois não há nenhum representante legítimo do setor sindical na Casa.

Estratégias contra o poder financeiro

Para driblar o desequilíbrio financeiro imposto pelos adversários nas urnas, o educador aposta na força do engajamento popular e na sua história de lutas. trabalho de base e militância funcionam como antídotos contra o alto investimento de recursos nas campanhas. O reconhecimento acumulado ao longo de anos de ativismo permite que sua mensagem alcance eleitores além dos círculos tradicionais.

Defesa da educação e trajetória

A atuação política do candidato está intimamente conectada com a defesa da 🎓 educação pública de qualidade. Relembrando o passado, ele mencionou que a categoria dos professores municipais já enfrentou graves crises salariais, recebendo menos que o piso nacional e recorrendo a greves constantes. Hoje, pelo menos o pagamento mínimo da classe está assegurado.

Com uma sólida trajetória como servidor público estadual, químico e professor, o comunista liderou a APLB-Sindicato por vários anos e teve assento na direção nacional de entidades como a CNTE e a CTB. Com histórico em pleitos anteriores para o legislativo municipal e estadual, ele segue na tentativa de ocupar um espaço inédito para os trabalhadores na política baiana.