Presidente do TCU articula aeroporto de R$ 53 milhões perto de fazendas

Presidente do TCU articula aeroporto de R$ 53 mi perto das próprias fazendas

O chefe do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, esteve diretamente envolvido nas articulações para a construção de um aeroporto avaliado em R$ 53 milhões no município maranhense de Barra do Corda. A infraestrutura será erguida a apenas 14 quilômetros, em linha reta, de uma propriedade rural associada ao ministro.

Detalhes do projeto e investimento federal

A modernização do terminal aéreo será financiada com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil. Durante a cerimônia de assinatura do termo de compromisso em Brasília, o magistrado revelou que nutria o “sonho” com essa obra há mais de dez anos, desde a época em que atuava como deputado federal.

O evento contou com a presença de autoridades locais, como o governador estadual e o prefeito da cidade, que classificou o dirigente da corte de contas como o principal incentivador da iniciativa. O projeto é visto pela gestão estadual como um vetor estratégico para impulsionar o agronegócio e facilitar o escoamento da produção na região.

Relação com propriedades rurais na região

A fazenda situada em Barra do Corda possui cerca de 314 hectares e está registrada em nome de terceiros. Registros oficiais do Banco Central indicam a existência de operações de crédito rural vinculadas ao ministro do TCU e ancoradas nessa área para os anos de 2024 e 2026.

Além disso, em uma cidade vizinha chamada Tuntum, o magistrado mantém ligação com outras duas propriedades rurais: as fazendas Santa Clara e Vitória I. Juntas, essas terras ultrapassam a marca de 1,6 mil hectares e distam cerca de 30 quilômetros do novo aeroporto.

Posicionamento oficial do órgão fiscalizador

Em nota oficial, a assessoria do Tribunal de Contas da União esclareceu que a atuação do ministro na região resume-se ao arrendamento de pastos para a engorda de gado e práticas agrícolas correlatas. A corte ressaltou que tal modalidade é plenamente legal e compatível com a obtenção de financiamentos rurais.

O órgão também negou qualquer tipo de interferência política por parte do dirigente para direcionar verbas federais à obra, enfatizando que a decisão coube exclusivamente aos órgãos competentes do Executivo. Por fim, o tribunal garantiu que eventuais processos futuros sobre o aeroporto seguirão rigorosamente as normas de impedimento e suspeição previstas na legislação.