Novo remédio para Parkinson é aprovado nos EUA

Medicamento para Parkinson com efeito inédito no cérebro é aprovado nos EUA

A agência reguladora de saúde dos Estados Unidos, a FDA, deu luz verde para a comercialização de um remédio inovador voltado para adultos diagnosticados com a doença de Parkinson. Batizado de tavapadon, o medicamento se destaca por seguir uma via cerebral completamente diferente daquela percorrida pelo levodopa, substância que historicamente lidera os tratamentos para a enfermidade.

Como o tavapadon age no cérebro

O transtorno neurológico se manifesta progressivamente à medida que os neurônios responsáveis pela fabricação de dopamina entram em colapso. Enquanto as terapias convencionais buscam replicar esse neurotransmissor focando nos receptores D2 e D3, o novo fármaco inova ao se conectar diretamente aos chamados receptores D1 e D5.

Essa ação específica estimula o início da movimentação corporal, ajudando a resgatar a autonomia física dos pacientes sem desencadear efeitos colaterais severos e frequentes, a exemplo de alucinações visuais, sonolência excessiva e comportamentos compulsivos.

Resultados clínicos e eficácia

Pesquisas recentes divulgadas no periódico científico JAMA Neurology acompanharam um grupo de 507 pacientes que já faziam uso de levodopa e conviviam com limitações motoras durante cerca de cinco horas e meia diárias. Após um período de 26 semanas de observação, os voluntários tratados com o novo composto registraram um acréscimo de 1,7 hora por dia com boa mobilidade, superando o ganho de 0,6 hora observado no grupo que tomou placebo.

Além disso, o tempo de manifestação ativa dos sintomas sofreu uma queda expressiva de quase duas horas diárias entre os usuários da inovação terapêutica, marcando o dobro da redução registrada pelos pacientes que receberam apenas a substância inativa.

Comercializado sob o nome Juvmo, o medicamento possui posologia de dose única diária e pode ser administrado isoladamente ou em combinação com o levodopa. O produto tem lançamento previsto nas prateleiras norte-americanas ainda para este mês de outubro, embora os órgãos reguladores brasileiros ainda não tenham estabelecido prazos para a análise de registro do produto no país.