O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, rejeitou de forma veemente a avaliação de que a sua legenda saiu derrotada do recente processo eleitoral brasileiro. Segundo o dirigente partidário, o balanço geral da sigla é positivo, apesar dos desafios enfrentados na disputa presidencial e na renovação das Casas legislativas.
Desempenho nos Estados e Congresso
Na corrida pelo Palácio do Planalto, a aposta da legenda foi o ex-governador goiano Ronaldo Caiado, que terminou a disputa na quinta colocação, somando 2,18% dos votos válidos, o equivalente a 2,6 milhões de eleitores. No pleito, o candidato do PSD ficou atrás de nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
No Legislativo federal, o cenário foi misto para a sigla. No Senado Federal, a bancada encolherá de 14 para cinco parlamentares a partir de fevereiro de 2027. Já na Câmara dos Deputados, a representação passará de 48 para 44 cadeiras. Em contrapartida, o partido obteve forte expressão regional, elegendo quatro governadores logo no primeiro turno: Fábio Mitidieri (Sergipe), Dr. Furlan (Amapá), Eduardo Braide (Maranhão) e Raquel Lyra (Pernambuco), além de disputar o segundo turno no Amazonas e no Rio de Janeiro.
A preferência por Tarcísio de Freitas
Em declarações públicas, Kassab revelou que o seu nome favorito para a disputa presidencial sempre foi o do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O líder partidário atuou como secretário estadual de Relações Institucionais na gestão paulista entre 2023 e 2026.
De acordo com o presidente nacional do PSD, houve uma tentativa prolongada de viabilizar o nome paulista para o executivo nacional. A escolha de Ronaldo Caiado para a cabeça de chapa serviu, segundo ele, para demarcar independência política e evidenciar que a legenda não integrava o bloco bolsonarista.
Neutralidade institucional e apoios individuais
Diante do segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, a cúpula nacional optou pela neutralidade institucional. Kassab justificou que a medida respeita a autonomia das instâncias estaduais, que construíram diferentes alianças durante o pleito.
Mesmo com a diretriz de imparcialidade da direção partidária, movimentações nos bastidores indicam alinhamentos individuais. Ronaldo Caiado deve declarar seu voto em Flávio Bolsonaro durante encontro em Goiânia, enquanto o cenário político nacional continua reconfigurando as forças do centro político brasileiro.
















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