O mercado bancário voltado para o público de alta renda passa por uma transformação profunda, e o Itaú Unibanco adotou uma postura mais rigorosa na gestão de suas contas exclusivas. Nos últimos meses, diversos correntistas têm relatado a perda de acesso ao Itaú Personnalité, a tradicional divisão de atendimento premium da instituição financeira.
Mudança de perfil no segmento de luxo
As exigências para manter uma conta no Itaú Personnalité tornaram-se mais restritivas. Os bancos brasileiros vêm ajustando suas estratégias para o público afluente, priorizando apenas aqueles clientes que movimentam volumes expressivos de recursos ou que possuem investimentos robustos alocados na instituição. Essa seletividade reflete uma nova fase do setor financeiro.
Critérios mais rígidos adotados pelos grandes bancos
Historicamente, o acesso a serviços diferenciados era facilitado por limites de crédito elevados ou renda mensal declarada. Atualmente, as regras do mercado financeiro mudaram drasticamente. As instituições priorizam a rentabilidade real da conta, penalizando quem apenas ostentava o status do cartão sem gerar receita operacional significativa para o banco.
O impacto para quem perde o status premium
Os correntistas desligados do segmento exclusivo são reasignados para a rede de varejo tradicional do Itaú. Embora mantenham sua conta corrente ativa, perdem o gerente dedicado, as taxas diferenciadas em financiamentos e o acesso às agências e centrais de atendimento exclusivas do Personnalité.
A reestruturação em curso demonstra que a era da exclusividade baseada apenas em critérios superficiais chegou ao fim. Com a concorrência acirrada das fintechs e de plataformas de investimento independentes, os grandes bancos tradicionais estão focados em otimizar suas bases de clientes, retendo apenas aqueles que realmente movimentam o ecossistema de alta renda.




















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