Pela primeira vez em mais de sete décadas, a família Sarney não ocupará nenhum cargo eletivo no cenário político brasileiro a partir de 2027. A marca histórica foi encerrada após a derrota de Roseana Sarney na corrida eleitoral pelo Senado no estado do Maranhão.
A derrota decisiva nas urnas
Única representante do clã a concorrer no pleito, Roseana encerrou a apuração na terceira colocação, registrando 16,37% dos votos válidos. As vagas disponíveis para o Senado foram conquistadas por André Fufuca, que obteve 21,43%, e Lahesio Bonfim, com 20,65%.
Com o encerramento da legislatura atual, a ex-governadora deixará a Câmara dos Deputados em janeiro de 2027, fechando as portas da representação institucional da família.
Três gerações de hegemonia
A trajetória do grupo na vida pública teve início em 1954, quando José Sarney garantiu uma suplência como deputado federal. Ao longo dos anos, ele ascendeu ao governo estadual, alcançou a Presidência da República e encerrou sua trajetória legislativa no Senado em 2015.
A descendência seguiu os passos do patriarca. Sarney Filho acumulou oito mandatos na Câmara Federal, enquanto Roseana assumiu o comando do Executivo estadual em quatro ocasiões. Na terceira geração, o neto Adriano Sarney atuou como deputado estadual por dois mandatos, mas optou por ficar fora da disputa recente.
Declínio gradual no Maranhão
Embora o poder estadual já viesse sofrendo abalos — como a derrota de Roseana para Jackson Lago em 2006, seguida por um retorno posterior ao cargo via decisão judicial —, a perda total de assentos marca um ponto de inflexão definitivo.
O revés nas urnas sela o encerramento de um dos ciclos de poder dinástico mais longevos e influentes da história política do Maranhão e do Brasil.
















Leave a Reply