Chuvas no RS: 4 mortos e 3,5 mil desabrigados

Sobe para 4 o número de mortos pelas chuvas no RS

As tempestades severas que atingem o Rio Grande do Sul já provocaram a morte de quatro pessoas e deixaram uma desaparecida, conforme balanço divulgado nesta terça-feira, 22. Os temporais e vendavais registrados entre segunda e terça-feira afetaram diretamente 146 municípios gaúchos, causando danos estruturais e inundações.

Balanço das vítimas e desaparecidos

As ocorrências fatais se concentraram em duas regiões do Estado. Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, três pessoas perderam a vida. Entre as vítimas estão uma adolescente de 13 anos e seu irmão de 4 anos, cujos corpos foram encontrados após o veículo da família ser levado pela correnteza. A mãe das crianças, identificada como Eliane Nunes da Silva, de 43 anos, segue desaparecida, enquanto o companheiro conseguiu escapar.

Ainda em Caxias do Sul, o Corpo de Bombeiros localizou o corpo de Édson Luís da Silva, de 46 anos, que foi arrastado pela água ao tentar desobstruir uma tubulação. Já em Pelotas, a quarta vítima fatal foi Jerson Dias Pereira, de 70 anos, que morreu eletrocutado após ser atingido por fios de energia caídos em via pública.

Elevação dos rios e desabrigados

A situação hidrológica gera alerta em diversas cidades. O Rio Taquari superou a cota de inundação em Lajeado, atingindo a marca de 24 metros na manhã de terça-feira. A prefeitura acionou o plano de contingência, resultando no deslocamento de famílias para o Parque do Imigrante, que abriga 246 pessoas.

Simultaneamente, o Rio Caí transbordou em São Sebastião do Caí e Montenegro. Apenas em São Sebastião do Caí, 220 moradores precisaram abandonar suas residências, sendo direcionados a abrigos municipais. O nível da água chegou a 14,16 metros antes de apresentar leve recuo. Bombeiros voluntários atuam no resgate de moradores e animais isolados.

De acordo com a Defesa Civil, mais de 3,5 mil pessoas estão fora de casa em todo o território gaúcho, e mais de 2 mil imóveis sofreram algum tipo de estrago. Os principais vetores de destruição foram os fortes ventos, alagamentos e o transbordamento repentino de córregos e arroios.