O cantor e compositor Alexandre Pires foi um dos alvos da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma rede criminosa especializada em lavagem de dinheiro e crimes transnacionais.
Investigação de garimpo ilegal na Amazônia
A ofensiva policial busca desmantelar um esquema bilionário de exploração e comércio clandestino de cassiterita — o principal minério de estanho do mundo — extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, localizada no estado de Roraima.
Ao todo, os policiais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens de sequestro de bens e valores expedidas pela Justiça Federal para recuperar ativos e interromper as atividades ilícitas do grupo.
Esquema financeiro milionário
Conforme o inquérito da Polícia Federal, a quadrilha movimentou e ocultou mais de US$ 48 milhões utilizando empresas de fachada no Brasil e no exterior, contas de terceiros, remessas internacionais e estratégias para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, dependendo do grau de participação de cada envolvido.
Posicionamento da defesa
Em nota oficial assinada pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, a defesa classificou a ação como uma surpresa e negou qualquer ligação do artista com a extração de minérios ou atividades em terras indígenas.
O comunicado ressalta que o intérprete possui uma trajetória artística longa e irrepreensível, reforçando que ele jamais cometeu crimes e que a inocência será provada no decorrer do processo.
Histórico na música
Nascido em Uberlândia, o músico ganhou notoriedade nacional e internacional nos anos 1990 como vocalista do grupo de pagode romântico Só Pra Contrariar, emplacando hits como “Depois do Prazer”.
A partir de 2001, iniciou uma sólida trajetória solo, expandindo seu mercado para o exterior com álbuns em espanhol e vencendo premiações de destaque, como o Grammy Latino.
















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