O jornalista Bob Fernandes criticou duramente a baixa repercussão dada pelos principais veículos de comunicação do país às recentes acusações contra o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Durante sua participação no programa Três Pontos, da Rádio Metropole, ele apontou que o tema deveria receber ampla cobertura por se tratar de um postulante ao Palácio do Planalto e por adicionar novos episódios ao histórico de controvérsias do senador.
Detalhes das denúncias e o papel da grande imprensa
Fernandes destacou uma reportagem publicada pelo PlatôBR que trouxe à tona documentos, mensagens e registros obtidos pelo ex-sócio e amigo do parlamentar, Alexandre Santini. O material expõe relatos de festas com garotas de programa, despesas pessoais quitadas por terceiros e a aquisição de um relógio Rolex avaliado em R$ 305 mil por um advogado ligado ao círculo íntimo do político.
O jornalista ressaltou que, com exceção da Folha de São Paulo, a imprensa tradicional ignorou o assunto ou o tratou sob um viés focado na reação adversária. Para ele, o foco dos jornais deveria ser a gravidade do conteúdo investigativo e não apenas a exploração política do caso pela oposição.
Desafios da mídia independente e o controle dos algoritmos
Além de criticar a postura dos grandes jornais, Fernandes apontou as barreiras enfrentadas pelos portais alternativos na internet, que dependem diretamente das chamadas big techs para alcançar leitores. O comunicador relatou episódios de vulnerabilidade em suas próprias redes sociais, como a invasão e o bloqueio prolongado de sua página no antigo Twitter.
Segundo o analista, a circulação de notícias de interesse público está submetida aos critérios e interesses dos donos dos algoritmos. Para ele, a distribuição de informações sensíveis pode ser impulsionada ou sufocada conforme a conveniência dessas plataformas tecnológicas.
Por fim, o jornalista reforçou que as acusações reveladas por Alexandre Santini ultrapassam a esfera da vida pessoal e privada, exigindo rigor jornalístico e escrutínio público devido ao peso e à relevância da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.




















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