Rodrigo Pacheco assume cargo de ministro no TCU

Rodrigo Pacheco toma posse como ministro do TCU

O ex-senador Rodrigo Pacheco assumiu oficialmente nesta quarta-feira (30) o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A solenidade de posse ocorreu na sede da Corte, na capital federal, com restrição de público e a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

A tramitação e a nomeação A oficialização da vaga aconteceu na segunda-feira (28), com a assinatura do decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O posto estava vago desde a renúncia de Bruno Dantas, ocorrida no final de agosto.

Para garantir a vaga na Corte de Contas, Pacheco contou com o respaldo político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articulação que agilizou a passagem do nome pelo Congresso. A aprovação foi expressiva: no Senado, obteve 63 votos favoráveis e quatro contrários, enquanto na Câmara dos Deputados registrou 404 votos a favor e 61 contra. Um pedido de urgência dispensou a obrigatoriedade da sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos.

Trajetória e recusa eleitoral Antes de chegar ao órgão fiscalizador, Pacheco comandou o Senado Federal entre 2021 e 2024. Em 2023, seu nome esteve cotado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) com o respaldo de Alcolumbre, embora o Executivo tenha optado por indicar Jorge Messias. Posteriormente, o governo federal tentou viabilizar sua candidatura ao governo de Minas Gerais, plano recusado pelo político, que chegou a cogitar o afastamento definitivo da vida pública.

Estrutura do Tribunal de Contas Composto por nove membros, o TCU possui vagas distribuídas entre diferentes instâncias de poder. Três cadeiras são preenchidas pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e as três restantes são nomeadas pelo chefe do Executivo com aval do parlamento, sendo duas delas reservadas obrigatoriamente a auditores de carreira e integrantes do Ministério Público de Contas.

Com a posse, o novo ministro inicia sua trajetória no órgão responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais, encerrando um ciclo de articulações políticas no Poder Legislativo.