A biotecnologia agrícola brasileira deu um passo histórico no controle de doenças que ameaçam as lavouras de grãos com o lançamento do primeiro defensivo formulado exclusivamente à base de metabólitos bacterianos.
Como funciona a nova tecnologia
Diferente dos insumos biológicos tradicionais, que levam microrganismos vivos para o campo, esta inovação emprega a bactéria apenas na fase de fabricação. Após uma fermentação industrial rigorosa, as células passam por processos de inativação e filtragem. O resultado é um líquido estabilizado contendo apenas os compostos bioquímicos que combatem os patógenos de forma imediata.
Segundo especialistas do setor, o produtor rural recebe uma solução pronta para agir contra fungos causadores de prejuízos, otimizando o manejo das plantações.
Pesquisa e desenvolvimento nacional
Foram necessários aproximadamente cinco anos de investimentos em pesquisas genéticas e testes de bioprocessos para viabilizar a fórmula. A cepa selecionada passou por avaliações rigorosas em regiões que vão do Sul até o extremo Norte do Brasil, como Roraima, comprovando alta eficácia e resistência frente às exigências do clima tropical.
Como o produto não contém células vivas, as demandas complexas de refrigeração e transporte caem por terra. Essa estabilidade na composição química otimiza a mistura no tanque de pulverização junto a outros defensivos, garantindo maior praticidade e segurança operacional para o agricultor.
Proteção contra antracnose e mancha-alvo
Doenças como a antracnose e a mancha-alvo representam ameaças severas à safra nacional, provocando a queda precoce de folhas e comprometendo o desenvolvimento dos grãos.
A introdução desse novo biofungicida atua lado a lado com os tratamentos químicos tradicionais. Ao somar diferentes mecanismos de ação, a estratégia dificulta a seleção de fungos resistentes, prolongando a vida útil das soluções disponíveis no mercado e blindando a rentabilidade da colheita.
















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