Fim do limite de R$ 500 no Pix por aproximação: o que muda?

Pix por aproximação deixa de ter limite de R$ 500 (agora vai?)

O Banco Central do Brasil determinou o fim do teto fixo de R$ 500 por transação para pagamentos realizados por meio do Pix por aproximação. Com a nova regra, os usuários ganham autonomia para negociar e definir seus próprios limites de valores diretamente com os bancos e instituições financeiras onde possuem conta.

Como funciona a nova regra do Banco Central

A alteração foi oficializada pela Instrução Normativa BCB Nº 746. Anunciada originalmente em junho, a medida entrou em vigor para conceder o prazo necessário para que o setor bancário adaptasse suas plataformas e sistemas internos à nova diretriz de flexibilização.

Inaugurada em fevereiro de 2025, a ferramenta permite a quitação de compras mediante a aproximação de smartphones e dispositivos móveis das maquininhas de cartão, espelhando a dinâmica já utilizada nos cartões físicos de débito e crédito.

Dispositivos compatíveis e as carteiras digitais

Atualmente, a tecnologia de pagamento instantâneo por aproximação opera integrada tanto aos aplicativos oficiais dos bancos quanto a plataformas de terceiros. Entre as principais opções do mercado, a Carteira do Google e a Samsung Wallet já oferecem suporte completo ao recurso. Por outro lado, a carteira digital da Apple ainda não disponibiliza essa integração no país.

Apesar da eliminação do teto padrão de segurança de R$ 500, as operações não ficam totalmente livres de restrições. O valor máximo passa a ser totalmente personalizável, permitindo reduções ou aumentos conforme o perfil de consumo do cliente e as políticas de gerenciamento de risco de cada banco.

Desafios para a popularização da modalidade

A expectativa do mercado é que a remoção do limite financeiro ajude a impulsionar a adoção da tecnologia, que promete agilizar as compras no comércio físico ao eliminar a necessidade de abrir o aplicativo bancário e escanear códigos QR.

Para que a modalidade ganhe escala, o ecossistema comercial também precisa avançar, visto que grande parte das adquirentes e operadoras de terminais de pagamento já disponibiliza a tecnologia nas maquininhas.

Ainda assim, os números demonstram que a adesão pelo público segue modesta. Dados divulgados pela Agência Brasil indicam que o formato registrou apenas 2 milhões de transações em agosto de 2026, volume que representa cerca de 0,06% de todas as operações realizadas via Pix no período.