Resgate em bets: R$ 1,4 bi expira nesta segunda-feira

Apostadores têm R$ 1,4 bilhão para resgatar de contas em bets; prazo termina segunda-feira

Ainda restam R$ 1,4 bilhão em saldos depositados por usuários em plataformas de apostas online que precisam ser sacados com urgência, conforme alerta divulgado nesta sexta-feira (2) pelo ministério da Fazenda por meio de Dario Durigan. O período limite para que os apostadores peçam a devolução da quantia se encerra na próxima segunda-feira (5).

Balanço dos saques e redução de saldos

No final de setembro, especificamente até o dia 25, o montante total retido nas tesourarias dessas companhias somava R$ 2,1 bilhões. Com o avanço das restrições e a proibição das operações, houve uma queda superior a 30%, representando uma retirada de R$ 652 milhões pelos cidadãos.

De acordo com o balanço oficial, a diminuição gradual aproximou o montante remanescente da marca atual de R$ 1,4 bilhão. Quem possui capital retido precisa realizar o pedido de resgate diretamente nos canais virtuais das operadoras até o encerramento do prazo.

Como reaver o dinheiro após o prazo

Caso o correntista perca a data limite de segunda-feira, a recuperação do montante ainda será possível, embora por um caminho diferente. Os valores poderão ser reavidados posteriormente com o auxílio das instituições bancárias responsáveis por operacionalizar o fluxo financeiro das companhias de apostas.

Fiscalização e combate à lavagem de dinheiro

Enquanto o prazo de saque corre, autoridades federais intensificam o pente-fino no setor. As pastas da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública mantêm sob estrita vigilância 48 contas suspeitas em plataformas de apostas, cada uma apresentando saldos superiores a R$ 500 mil.

Esses montantes milionários passam por auditorias rigorosas para detectar eventuais indícios de crimes financeiros, como a lavagem de dinheiro. Sinais de irregularidades detectados durante a checagem serão imediatamente remetidos à Polícia Federal para a abertura de inquéritos criminais.

As ações integram a estratégia do governo federal desencadeada após a edição da medida provisória que baniu cassinos virtuais — a exemplo do popular jogo do tigrinho — e sites de palpites esportivos irregulares. Paralelamente, o poder Executivo encaminhou ao Congresso um projeto de lei para recrudescer o cerco ao mercado clandestino, tipificando delitos associados às apostas de quota fixa.